Jovens que estavam desaparecidos são encontrados mortos

Reconhecimento foi feito por meio de tatuagens; vítimas estavam enterradas em Biguaçu, na Grande Florianópolis.
Corpos de jovens que estavam desaparecidos são encontrados mortos
Daniel, Guilherme, Pedro e Bruno foram encontrados mortos (Foto: Divulgação)

Os quatro corpos encontrados enterrados na manhã deste sábado (3), em Biguaçu, na Grande Florianópolis, são dos jovens de Minas Gerais que estavam desaparecidos desde o último domingo (28). A confirmação foi feita por familiares que acompanham as investigações em Santa Catarina, após o reconhecimento das vítimas por meio de tatuagens.

A informação foi repassada por Sílvia Aparecida do Prado, mãe de Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos. Segundo ela, o reconhecimento inicial foi realizado por familiares de Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e só foi possível devido às marcas corporais das vítimas. Sílvia também tem auxiliado as demais famílias durante o processo de identificação.

De acordo com os familiares, os corpos permanecem no Instituto Médico-Legal (IML), onde aguardam a conclusão dos trâmites legais. A previsão é que sejam liberados neste domingo (4) e trasladados para o Sul de Minas entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira (5).

Circunstâncias do crime

Os corpos foram localizados enterrados e estavam amarrados, além de apresentarem sinais aparentes de mutilação, segundo informou o capitão Daniel Duering, do Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar. As circunstâncias reforçam a suspeita de um crime com alto grau de violência.

O diretor da Polícia Civil da Grande Florianópolis, Pedro Mendes, afirmou que “tudo leva a crer” que os corpos sejam dos jovens desaparecidos, embora a confirmação oficial ainda dependa de laudos da Polícia Científica.

Quem eram as vítimas

As vítimas foram identificadas como Bruno Máximo da Silva, de 28 anos; Daniel Luiz da Silveira, também de 28; Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos; e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos. Segundo familiares, os quatro tinham em comum planos simples: trabalhar, conquistar independência financeira e ajudar suas famílias.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, que apura a autoria, a motivação e a dinâmica do crime.

Com informações do g1 Sul de Minas e EPTV