O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão iniciou, no fim da manhã desta quarta-feira (14), uma nova frente de atuação nas buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há 11 dias na zona rural de Bacabal. Desta vez, a operação avançou para uma varredura subaquática no Lago Limpo, apontado como um dos locais por onde as crianças teriam passado.
Quatro mergulhadores especializados foram mobilizados para realizar um pente-fino no lago, com o objetivo de descartar ou confirmar a possibilidade de afogamento. A área ganhou relevância após o depoimento de Anderson Kauan, de 8 anos, que desapareceu junto com os irmãos e foi localizado no último dia 7. Ele relatou que deixou Ágatha e Allan nas proximidades do lago enquanto buscava ajuda.
Segundo o coronel Hélio, do Corpo de Bombeiros, a varredura subaquática busca esclarecer definitivamente essa linha de apuração. “O objetivo é eliminar qualquer dúvida. Caso as crianças tenham se afogado, nossa equipe tem condições técnicas de localizar vestígios ou os corpos”, explicou.
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Operação segue em múltiplas frentes
Além do trabalho no lago, equipes terrestres continuam atuando em diferentes pontos da região, incluindo áreas de mata fechada e de difícil acesso. De acordo com o comando da operação, até o momento não surgiram novos indícios concretos sobre o paradeiro das crianças, mas as buscas seguem em ritmo intenso.
Para ampliar a eficiência, os bombeiros utilizam um sistema de geolocalização que registra todos os trajetos percorridos pelas equipes. A área foi dividida em 45 quadrantes, cada um sob responsabilidade de um grupo específico, o que permite controle rigoroso das zonas já vistoriadas e evita sobreposição de esforços.
A força-tarefa envolve cerca de 500 pessoas, reunindo profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários da região.
Investigação e apoio às famílias
Paralelamente à operação de busca, a Polícia Civil mantém as investigações para reunir informações que possam ajudar na localização das crianças. Desde domingo (11), equipes do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes estão em Bacabal realizando perícias psicológicas e sociais, além de ouvir familiares e pessoas próximas.
O menino de 8 anos que estava com Ágatha e Allan no dia do desaparecimento já foi ouvido pelos profissionais do instituto. As autoridades reforçam que todas as hipóteses seguem sendo analisadas, enquanto os trabalhos continuam concentrados nas áreas mais críticas da região.






