Foi preso no início da tarde desta quinta-feira (15), em Imperatriz, Hayldon Maia de Brito, que estava foragido da Justiça por violência doméstica contra a própria companheira. A captura foi realizada por equipes da Polícia Civil do Maranhão, com apoio da Guarda Municipal, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
No momento da prisão, Hayldon Maia portava uma arma de fogo e munições. O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de um vídeo gravado pelo filho do casal, que mostra o agressor obrigando a vítima a ingerir bebida alcoólica enquanto praticava as agressões.
O crime ocorreu entre a noite de sábado (22) e a madrugada de domingo (23) de novembro de 2025. De acordo com a Polícia Militar, o agressor chegou à residência embriagado, obrigou a ex-esposa a consumir bebida alcoólica e passou a agredi-la com tapas no rosto, enquanto ela estava imobilizada.
Nas imagens registradas pelo filho, Hayldon afirma que a mulher estaria “atrapalhando sua vida” após a separação, antes de continuar com as agressões. Minutos depois da gravação, o jovem acionou a polícia, e o homem foi preso em flagrante. A vítima apresentava ferimentos e precisou ser encaminhada para atendimento hospitalar.
Na Delegacia de Polícia Civil de Imperatriz, Hayldon foi autuado por lesão corporal no contexto de violência doméstica.
Liberdade provisória e fuga
Apesar da prisão em flagrante, Hayldon Maia foi colocado em liberdade após audiência de custódia realizada no domingo (23/11). Na ocasião, o juiz plantonista concedeu liberdade provisória com medidas cautelares, acolhendo manifestação do Ministério Público, que não havia solicitado a prisão preventiva naquele momento.
Posteriormente, após representação da Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado no dia 25 de novembro de 2025. No entanto, ele já havia fugido e passou a ser considerado foragido, até ser localizado nesta quinta-feira.
Hayldon Maia possui histórico criminal grave. Ele já foi condenado por homicídio cometido em 2012, pela morte do técnico em refrigeração Lúcio Silva de Carvalho, e cumpria pena em regime semiaberto.
Nota da AMMA
Diante das críticas à decisão que concedeu liberdade provisória durante a audiência de custódia, a Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) divulgou nota defendendo a atuação do magistrado responsável.
Segundo a entidade, o Ministério Público não representou pela prisão preventiva no momento da audiência, e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, por meio da Súmula 676, impede que o juiz converta, de ofício, a prisão em flagrante em preventiva. A associação ressaltou ainda que o magistrado agiu dentro da legalidade, aplicando medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal.
A AMMA também reafirmou o compromisso da magistratura maranhense no enfrentamento à violência doméstica, destacando a importância da independência judicial.






