Após pagamento parcial, ônibus da 1001 retomam circulação de forma limitada em SL

Paralisação iniciada por iniciativa dos próprios rodoviários afetou diversos bairros da Grande Ilha.
Ônibus voltam a circular, mas sindicato faz cobrança para evitar nova paralisação
Ônibus voltaram a circular em São Luís após oito dias de greve (Foto: Reprodução)

Alguns ônibus da empresa 1001 (Expresso Rei de França) voltaram a circular na manhã deste domingo (25), na Grande São Luís, após o início do pagamento de salários que estavam em atraso. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito. Até o momento, não há confirmação oficial sobre quais linhas já estão operando.

A paralisação teve início na noite da última sexta-feira (23), quando os próprios trabalhadores decidiram recolher os veículos e suspender as atividades em protesto contra a falta de pagamento. No sábado (24), nenhuma linha da empresa entrou em operação, afetando milhares de usuários do transporte coletivo.

Segundo Marcelo Brito, o movimento não foi organizado pelo sindicato, mas partiu diretamente dos funcionários da empresa, que reclamam do não pagamento do 13º salário, do tíquete-alimentação referente ao mês de dezembro e do adiantamento salarial de janeiro, previsto para o último dia 20.

Com o início dos depósitos para parte dos trabalhadores, uma parcela da frota voltou às ruas neste domingo. O dirigente sindical, no entanto, destacou que a circulação ocorre de forma reduzida, já que aos domingos o sistema opera com menos veículos. A normalização completa do serviço depende da regularização integral dos valores em atraso.

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Bairros afetados pela paralisação da 1001

A greve impactou diretamente moradores de diversos bairros da capital e região metropolitana, entre eles: Ribeira, Viola Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu.

Posicionamento da MOB

Em nota, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informou que acompanha a paralisação e ressaltou que o subsídio estadual destinado ao transporte coletivo está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos. A agência destacou ainda que as obrigações trabalhistas são de responsabilidade exclusiva das empresas operadoras e afirmou que segue dialogando com rodoviários e empresários para contribuir com a solução do impasse.

Nota do SET

Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) afirmou que não foi comunicado oficialmente sobre a paralisação dos trabalhadores da 1001, o que, segundo a entidade, caracteriza o movimento como ilegal e abusivo. O SET também criticou atrasos no pagamento do subsídio municipal e descontos aplicados, alegando que essas medidas dificultam o cumprimento das obrigações trabalhistas pelas empresas. A entidade informou que irá intermediar o conflito.

Histórico recente de paralisações

Esta é a terceira paralisação da empresa 1001 em menos de três meses. A primeira ocorreu em 14 de novembro de 2025, motivada por atrasos salariais e suspensão de benefícios, e durou 12 dias. A segunda foi registrada na véspera do Natal do mesmo ano, novamente por falta de pagamento, sendo encerrada após cinco dias.

A situação segue em acompanhamento, e novos desdobramentos dependerão da regularização completa dos salários e benefícios dos rodoviários.