O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciou os estudos técnicos para a reconstrução do trecho interditado da ponte do Estreito dos Mosquitos, localizada no km 24 da BR-135, principal ligação rodoviária entre São Luís e o continente.
A interdição parcial da estrutura ocorreu no dia 14 de abril, após inspeções identificarem problemas estruturais considerados preocupantes. Desde então, o tráfego passou a ser desviado para a ponte mais nova do complexo, construída em 2006, que atualmente opera em sistema de mão dupla para atender os dois sentidos da rodovia.
Segundo o DNIT, a fase atual consiste em investigações técnicas detalhadas para mapear os danos existentes e definir a extensão das intervenções necessárias na estrutura interditada.
A previsão do órgão é lançar, em julho, o edital para contratação da obra de recuperação e reconstrução do trecho comprometido.
Estrutura apresentou aberturas e separações
De acordo com o DNIT, a decisão de interditar o acesso foi tomada de forma preventiva após monitoramento técnico detectar aberturas e separações em partes da ponte, construída ainda na década de 1970.
Inicialmente, a circulação foi totalmente suspensa no trecho afetado para garantir segurança aos motoristas e permitir avaliações estruturais mais aprofundadas. Posteriormente, o fluxo foi reorganizado utilizando a ponte paralela.
Apesar dos danos identificados, o departamento informou que, até o momento, não foi constatado risco iminente de colapso para os condutores que utilizavam o local antes da interdição.
A ponte do Estreito dos Mosquitos recebe diariamente intenso fluxo de veículos leves, vans, ônibus e caminhões pesados, sendo considerada uma das estruturas mais estratégicas para o abastecimento e mobilidade da capital maranhense.
Motoristas enfrentam lentidão e congestionamentos
Com a operação em pista única e mão dupla, motoristas já enfrentam congestionamentos frequentes, principalmente nos horários de pico, no início da manhã e no fim da tarde.
O DNIT orienta que os condutores redobrem a atenção ao trafegar pelo trecho, planejem deslocamentos com antecedência e, se possível, evitem os períodos de maior fluxo.
Até o momento, o órgão não divulgou prazo para conclusão das obras nem previsão de liberação total da estrutura interditada.






