A ofensiva das forças de segurança contra o crime organizado no Maranhão resultou na prisão de 46 pessoas investigadas por ligação com facções criminosas e no bloqueio de mais de R$ 17 milhões em ativos financeiros ligados às atividades ilegais. As ações ocorreram durante a Operação Renorcrim, coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A operação foi realizada entre os dias 13 de abril e 8 de maio de 2026 e mobilizou equipes da Polícia Civil do Maranhão em diferentes regiões do estado. Além das prisões, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão, ampliando o cerco contra grupos envolvidos com tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Os trabalhos foram conduzidos pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), setor especializado em ações de inteligência e investigação patrimonial.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), a operação teve como principal foco atingir a estrutura financeira das organizações criminosas. Durante as investigações, foram sequestrados R$ 900.947,00 em recursos ligados às atividades ilícitas, sendo que R$ 315.607,91 já foram bloqueados judicialmente.
As medidas cautelares também alcançaram ativos futuros superiores a R$ 17 milhões, reforçando a estratégia de descapitalização das facções criminosas. A polícia ainda apreendeu três veículos avaliados em aproximadamente R$ 619 mil.
O avanço das investigações financeiras é considerado um dos principais pontos da operação. A avaliação das autoridades é de que o combate ao crime organizado passa não apenas pela prisão de integrantes, mas também pela interrupção das fontes de financiamento utilizadas pelas facções.
Nesta terça-feira (12), o Governo Federal apresentou o balanço nacional da Operação Renorcrim Recupera. Em todo o país, a ação causou prejuízo estimado em R$ 483 milhões às organizações criminosas.
Os dados foram divulgados durante o lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa federal que prevê investimentos superiores a R$ 1,1 bilhão em inteligência policial, tecnologia, investigação patrimonial e fortalecimento das forças de segurança.
Para a secretária de Segurança Pública do Maranhão, Augusta Andrade, os resultados refletem os investimentos realizados pelo estado em tecnologia e qualificação das forças policiais.
Já o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, destacou que o fortalecimento das investigações financeiras tem ampliado a capacidade de enfrentamento às facções criminosas no estado.
A SSP-MA afirma que as ações integradas devem continuar nos próximos meses, com foco na repressão qualificada, rastreamento patrimonial e combate às estruturas financeiras utilizadas pelo crime organizado.






