O futebol brasileiro amanheceu de luto nesta segunda-feira com a morte do ex-meia Geovani Silva, um dos grandes nomes da história do Vasco da Gama e referência do futebol do Espírito Santo. Conhecido nacionalmente como “Pequeno Príncipe”, Geovani morreu aos 62 anos após passar mal de forma repentina durante a madrugada, em Vila Velha (ES).
Segundo comunicado divulgado pela família nas redes sociais do ex-jogador, Geovani chegou a ser socorrido e levado para um hospital da região, mas não resistiu apesar das tentativas de reanimação da equipe médica. Ele deixa três filhos.
Nos últimos anos, o ex-atleta enfrentava problemas de saúde recorrentes. Em 2025, ficou internado por cerca de 40 dias após sofrer duas paradas cardíacas em Vitória. Antes disso, também havia enfrentado um câncer na coluna vertebral, além de complicações provocadas por uma polineuropatia diagnosticada ainda em 2006.
Mesmo com limitações motoras, Geovani seguia participando de homenagens e eventos ligados ao futebol. Em fevereiro deste ano, foi homenageado pelo Vasco antes de uma partida do Campeonato Carioca disputada em Cariacica, no Espírito Santo. Na ocasião, emocionou torcedores ao comentar sobre a própria trajetória e a superação dos problemas de saúde.
Revelado pela Desportiva Ferroviária, Geovani despontou no início da década de 1980 como um dos jogadores mais talentosos de sua geração. Em 1982, chegou ao Vasco, clube pelo qual construiu sua história mais marcante. Com habilidade refinada, visão de jogo e um estilo elegante de conduzir a bola, virou símbolo da camisa 8 cruz-maltina e ganhou o apelido de “Pequeno Príncipe”, inspirado na clássica obra literária de Antoine de Saint-Exupéry.
Ao longo de três passagens pelo Vasco, participou de equipes históricas ao lado de nomes como Roberto Dinamite e Romário. Foram 408 jogos e 49 gols com a camisa vascaína, além de títulos estaduais em diferentes gerações do clube.

Pela Seleção Brasileira, Geovani também deixou sua marca. Foi campeão mundial sub-20 em 1983, sendo artilheiro da competição e autor do gol do título contra a Argentina. Mais tarde, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, e integrou o elenco campeão da Copa América de 1989.
O ex-meia ainda teve passagens pelo futebol internacional, defendendo clubes no México, Alemanha e Itália, com destaque para o Bologna, onde conquistou carinho da torcida italiana.
Após encerrar a carreira em 2002, Geovani também atuou na vida pública como deputado estadual no Espírito Santo entre 2002 e 2006, além de participar de projetos ligados ao esporte capixaba.
A morte do “Pequeno Príncipe” gerou forte comoção entre torcedores, ex-jogadores e clubes brasileiros, especialmente entre os vascaínos, que viam em Geovani um dos maiores talentos da história recente do clube.






