A Equatorial Maranhão intensificou as ações de combate ao furto de cabos e equipamentos da rede elétrica no estado. Somente no primeiro semestre de 2026, a distribuidora realizou 125 operações integradas em parceria com as forças de segurança pública, com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), para coibir esse tipo de crime.
Segundo a concessionária, o furto de cabos, além de ser crime previsto no artigo 155 do Código Penal, provoca prejuízos ao sistema elétrico, compromete o fornecimento de energia e coloca em risco a vida da população e dos próprios envolvidos na prática criminosa.
Em âmbito nacional, o Grupo Equatorial informou que promoveu 1.020 operações voltadas ao combate ao furto de componentes da rede elétrica ao longo do mesmo período.
Crime afeta serviços essenciais
De acordo com a distribuidora, a retirada irregular de cabos pode provocar interrupções no fornecimento de energia para residências, hospitais, escolas, órgãos públicos e estabelecimentos comerciais. Além disso, estruturas danificadas podem causar curtos-circuitos, choques elétricos e acidentes graves.
O analista de Segurança Patrimonial da Equatorial Maranhão, Gleidson Costa, destaca que os impactos vão além dos prejuízos materiais.
“A subestação é o coração da distribuição de energia de uma região. Quando criminosos invadem esses locais para furtar cabos, eles podem provocar danos a transformadores e reguladores de tensão. O impacto vai muito além de um simples fio partido: pode causar oscilações severas, comprometendo o funcionamento de hospitais, paralisando o comércio e prejudicando a vida de milhares de famílias”, afirmou.
Operação EquiCobre reforça fiscalização
Uma das principais iniciativas da distribuidora é a Operação EquiCobre, voltada à fiscalização de ferros-velhos e estabelecimentos de reciclagem que comercializam cobre e alumínio de forma irregular.
A estratégia busca reduzir tanto o furto quanto a receptação de materiais retirados da rede elétrica.
Em uma das operações mais recentes, foram recuperados 573,1 quilos de metais, sendo 567,6 kg de alumínio e 5,5 kg de cobre, materiais que haviam sido furtados da infraestrutura elétrica.
No Maranhão, a Equatorial informou que já promoveu 34 ações de fiscalização e conscientização em estabelecimentos de reciclagem e sucatas.
Tecnologia amplia monitoramento
Além das operações presenciais, o Grupo Equatorial vem ampliando os investimentos em tecnologia para proteger suas instalações.
Atualmente, 265 subestações e outras estruturas estratégicas contam com monitoramento inteligente em tempo real por meio das Centrais de Segurança Integrada (CSI), sistema que permite identificar invasões rapidamente e acionar as forças policiais.
Segundo a empresa, os investimentos vêm contribuindo para a redução dos crimes. Em 2024, foram registrados 208 casos de furto de cabos e equipamentos da rede elétrica. Em 2025, o número caiu para 148 ocorrências. Já entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizados 56 registros, representando uma redução de aproximadamente 62% em relação ao total do ano anterior.
Como denunciar
A Equatorial orienta que casos de furto de cabos ou qualquer suspeita de irregularidade sejam comunicados à Polícia Civil e também à distribuidora.
As denúncias podem ser feitas pelo site da Equatorial Maranhão ou pela Central de Atendimento, no telefone 116. A empresa informa que a ligação é gratuita, o denunciante não precisa se identificar e, após o registro, equipes técnicas são encaminhadas para verificar a ocorrência conforme a legislação do setor elétrico.






