A Polícia Civil do Maranhão prendeu, nessa quinta-feira (9), um pastor suspeito de abusar sexualmente de diversas crianças e adolescentes. A prisão ocorreu na área do Itaqui-Bacanga, em São Luís. Os crimes, conforme a investigação, eram praticados nas dependências de uma igreja localizada no bairro Lima Verde, em Paço do Lumiar. O investigado foi identificado pelas autoridades apenas como “Luiz”.
O caso passou a ser investigado após denúncias formais feitas na Delegacia do Maiobão por pelo menos três vítimas, que hoje têm entre 18 e 19 anos. Com base nos depoimentos, a polícia instaurou um inquérito para apurar a dimensão dos crimes.
Fotos íntimas e manipulação psicológica
De acordo com as investigações, o pastor utilizava sua posição de liderança e a estrutura da própria instituição religiosa para cometer os abusos. Ele costumava atrair os menores até o seu escritório, onde oferecia presentes. Em seguida, tirava fotos íntimas dos jovens sob a falsa justificativa de que precisava “acompanhar o desenvolvimento corporal” deles.
Além dos crimes cometidos dentro do templo, o religioso também levava os meninos para passeios e banhos de rio, momentos em que a proximidade facilitava as abordagens inconvenientes.
Mudança de nome da igreja e subnotificação
Na época em que os primeiros abusos foram registrados, a instituição religiosa operava sob o nome de “Palavra Falada”. Recentemente, com o objetivo de se desvincular completamente da imagem do pastor, a igreja passou por uma reestruturação e mudou seu nome para “Tabernáculo”.
A Polícia Civil destacou que o número real de vítimas pode ser significativamente maior do que o registrado até o momento. As autoridades ressaltaram que muitos jovens deixaram de denunciar os abusos na época por sentimentos de vergonha e medo, e reforçam a importância de que novas vítimas ou testemunhas procurem a delegacia.
Após o cumprimento dos mandados e a realização dos procedimentos legais na delegacia, o pastor foi encaminhado ao sistema prisional maranhense, onde permanecerá custodiado à disposição do Poder Judiciário.






