Mais três suspeitos de matar grávida e criança morrem em confronto com a polícia

Operação já contabiliza 15 presos e oito suspeitos mortos.
Mais três suspeitos de matar grávida e criança morrem em confronto com a polícia
Cleiton dos Santos, Gledeilson Lindoso e Tauan Barros morreram em confronto com as forças policiais (Foto: Divulgação)

Mais três suspeitos de participação no assassinato de Samira Costa Correia, que estava grávida, e do filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, morreram em confrontos com a polícia nesta quarta-feira (22). As ocorrências fazem parte da operação realizada pelas forças de segurança do Maranhão para localizar os envolvidos no crime registrado em São João Batista, na Baixada Maranhense.

Os mortos nesta quarta foram identificados como:

  • Cleiton dos Santos Pereira;
  • Gledeilson Lindoso Costa, conhecido como “Putchu”;
  • Tauan Alves Barros.

Ainda durante a operação desta quarta, João Victor Santos Pinheiro, o “Vitor Preto” ou “VT Louco”, foi preso pelas forças de segurança como suspeito de participação no crime.

Com as novas mortes, o balanço da operação chegou a oito investigados mortos durante intervenções policiais. Outras 15 pessoas foram presas desde o início das diligências.

Os resultados da ação foram apresentados durante uma entrevista coletiva realizada na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública, em São Luís. Segundo a Polícia Civil, mais de 20 pessoas foram identificadas como participantes do ataque.

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O duplo homicídio ocorreu no dia 11 de julho, no povoado Olho d’Água dos Bodes, zona rural de São João Batista.

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Samira Costa Corrêa e o filho são as vítimas do ataque criminoso (Foto: Divulgação)

Homens armados invadiram a residência onde estavam Samira, Yan Kaleb e Josef Abreu Santos, companheiro da jovem. Após efetuarem disparos, os invasores incendiaram o imóvel.

Samira e o filho foram encontrados carbonizados dentro da casa. Josef, apontado pela investigação como o alvo inicial da ação, conseguiu fugir ao perceber a aproximação do grupo.

A Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação, identificar os responsáveis por ordenar o ataque e determinar a função exercida por cada participante.

Polícia diz ter individualizado participação dos suspeitos

O coordenador de Operações da SSP, delegado Ederson Martins, informou que o inquérito está em fase avançada. Segundo ele, depoimentos, perícias, diligências e informações produzidas pelos setores de inteligência ajudaram a reconstruir a dinâmica do crime.

“Hoje temos um conjunto probatório consistente que permite atribuir a participação de cada investigado na ação criminosa”, afirmou.

O delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, disse que a investigação buscou ir além da identificação dos suspeitos. O trabalho também procurou estabelecer os vínculos entre os envolvidos e definir a conduta atribuída a cada um.

A apuração continuará até a conclusão dos laudos e o encaminhamento do inquérito ao Poder Judiciário.

Operação mobilizou equipes na Baixada e em São Luís

As buscas ocorreram em áreas urbanas e rurais da Baixada Maranhense, além de pontos da capital. A operação contou com patrulhamento terrestre, levantamento de inteligência, apoio aéreo e participação de unidades especializadas.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim, os confrontos aconteceram durante diligências na região e em São Luís. A versão apresentada pela corporação é de que os investigados reagiram às abordagens policiais.

Participaram da mobilização equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Companhia de Operações e Sobrevivência em Área Rural (Cosar), Força Tática, Grupo de Operações Especiais (GOE), Batalhão de Cães e Centro Tático Aéreo (CTA).

Pela Polícia Civil, atuaram a Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), as delegacias regionais de Viana e São João Batista e unidades de inteligência.

A secretária estadual de Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, afirmou que a investigação permanecerá em andamento até o cumprimento das medidas judiciais relacionadas ao caso.

Perícia tenta esclarecer se vítimas morreram antes do incêndio

A Perícia Oficial realizou a identificação genética de Samira e Yan Kaleb, permitindo que os corpos fossem liberados aos familiares após o crime.

Outros exames permanecem em fase de conclusão. Um dos pontos que os peritos tentam esclarecer é se mãe e filho já estavam mortos quando os criminosos atearam fogo à residência.

Segundo a perita-geral Anne Kelly Veiga, os laudos deverão ser concluídos nos próximos dias e passarão a integrar o inquérito.

Quinze investigados foram presos

De acordo com o balanço apresentado pela Segurança Pública, foram presos:

  • Gabriel Vieira Trindade, o “Miau”;
  • Gilmarlisson Santos Duarte, o “Pelado” ou “Gil”;
  • Joseandro Santos Pereira, o “Andinho”;
  • Luan dos Anjos Santos, o “Balotelli”;
  • Rhuan Carlos Campos Silva, o “Ruan”;
  • Paulo Ricardo Serra Lindoso, o “Gordo”;
  • Erinaldo Santos Pereira, o “Garoto”;
  • Thadeu Vinicius Aguiar dos Santos, o “Tadeu”;
  • Victor Gabriel Costa Cardoso, o “Vitinho”;
  • Anderson Mendes Cutrim, o “Nandinho”;
  • Mateus Costa Pinheiro, o “Mateus”;
  • Isaac Jorge Aroucha Mendonça;
  • Fábio José Abreu Santos;
  • Roberval Oliveira Almeida, o “Gago”;
  • João Victor Santos Pinheiro, o “Vitor Preto” ou “VT Louco”.

Oito suspeitos morreram em confrontos

Além dos três homens mortos nesta quarta-feira, outros cinco suspeitos haviam morrido durante as buscas. O balanço reúne os seguintes nomes:

  • Joelson Braga Araújo, o “Macaco”;
  • David João Gaspar Penha, o “Mucurão”;
  • João Henrique Lindoso Silva, o “João Preto”;
  • Daniel Braga Araújo, o “Jogador 22” ou “Bonitão”;
  • Roberdan Fonseca Gomes;
  • Cleiton dos Santos Pereira;
  • Gledeilson Lindoso Costa, o “Putchu”;
  • Tauan Alves Barros.

A Polícia Civil ainda deverá concluir os exames periciais, formalizar a participação atribuída a cada investigado e verificar se existem outros envolvidos no planejamento ou na execução do crime.

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