Jorge Horacio Messi, pai e representante de Lionel Messi, morreu na noite de sexta-feira (7), aos 68 anos, em um hospital de Rosário, na Argentina. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Infobae, segundo o qual ele enfrentava uma doença havia um longo período.
Até a publicação desta matéria, a família Messi ainda não havia divulgado um comunicado oficial sobre a morte.
Jorge estava sob acompanhamento médico em razão de um quadro de saúde mantido em reserva pela família. A situação tornou-se pública durante a Copa do Mundo de 2026, após Lionel Messi chorar ao fim da vitória da Argentina sobre a Argélia, partida na qual marcou três gols.
Na ocasião, o jogador afirmou que a emoção não estava relacionada ao futebol. Dias depois, a família informou que Jorge apresentava evolução favorável, apesar da complexidade do quadro clínico, e pediu privacidade diante das especulações sobre sua saúde.
Presença decisiva na carreira de Messi
Mais do que pai, Jorge Messi foi uma das figuras centrais na trajetória profissional do camisa 10 argentino. Durante anos, atuou como agente e administrador dos negócios do jogador, participando de negociações contratuais, transferências e acordos comerciais.
Sua influência começou muito antes de Lionel alcançar o reconhecimento mundial. Quando o futuro craque ainda era adolescente, Jorge acompanhou a mudança da família de Rosário para a Espanha, onde o jovem ingressou nas categorias de base do Barcelona e iniciou o tratamento para um problema de crescimento.
A permanência no país chegou a ser colocada em dúvida por dificuldades relacionadas à documentação. Em entrevista concedida em 2012, Jorge contou que a família cogitou retornar à Argentina quando Lionel ficou impedido de jogar por determinado período.
A decisão final, porém, partiu do próprio atleta. Ainda adolescente, Messi pediu que a família permanecesse na Espanha para que ele pudesse continuar perseguindo o sonho de construir uma carreira no Barcelona.
Pai, agente e homem de confiança
Ao longo das décadas seguintes, Jorge tornou-se o principal responsável pela condução dos interesses profissionais do filho. Esteve ao lado dele durante a era vitoriosa no Barcelona e nas mudanças posteriores para o Paris Saint-Germain e o Inter Miami.
Discreto fora das negociações, construiu uma posição decisiva nos bastidores da carreira do argentino. Era uma das pessoas mais próximas do jogador e participou diretamente da administração do patrimônio e da estrutura comercial criada em torno da imagem de Messi.
Jorge deixa a esposa, Celia María Cuccittini, e os filhos Lionel, Rodrigo, Matías e María Sol.






