O Agrobar manifestou-se sobre a agressão denunciada pela influenciadora Léa Reis, ocorrida no último sábado (8), dentro da unidade localizada em Balsas, no sul do Maranhão. Em nota encaminhada à reportagem, o estabelecimento informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
Segundo a empresa, as imagens registradas pelas câmeras de segurança já foram entregues à polícia. O estabelecimento declarou também ter fornecido as demais informações solicitadas para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias do episódio.
“O Agrobar lamenta o ocorrido no último sábado (8), na unidade de Balsas (MA), e informa que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração do caso”, diz um trecho da nota.
A empresa acrescentou que repudia “qualquer forma de violência e/ou discriminação” e continuará acompanhando o andamento das investigações.
Influenciadora denunciou agressão e transfobia
Léa Reis relatou nas redes sociais ter sido vítima de agressão e transfobia durante uma noite no estabelecimento. Em vídeos publicados depois do episódio, ela apareceu emocionada e com ferimentos na boca e nas mãos.

A influenciadora contou que estava em Balsas para o casamento de uma amiga e foi ao bar acompanhada de outras pessoas após a cerimônia. Conforme seu relato, uma mulher desconhecida teria se aproximado e desferido dois socos contra seu rosto.
Léa afirmou não ter compreendido o motivo do ataque e manifestou a intenção de buscar a responsabilização da envolvida.
Imagens estão sob análise da Polícia Civil
A delegada Ana Marisa informou que as gravações do estabelecimento foram analisadas detalhadamente. De acordo com a autoridade policial, o material não mostra provocação, toque ou aproximação da influenciadora antes da agressão.
A manifestação contraria a versão apresentada pela defesa de Ecilla Ahuad Miranda, apontada como autora dos golpes. Em nota, ela alegou que estava acompanhada do marido e que o casal teria sido vítima de importunação sexual.
A defesa negou motivação preconceituosa, declarou que as imagens divulgadas nas redes sociais mostrariam apenas parte do episódio e informou que apresentará suas provas às autoridades. A alegação de contato anterior, entretanto, foi contestada pela delegada responsável pela apuração.
Investigação busca esclarecer responsabilidades
A Polícia Civil prossegue com as diligências para esclarecer a dinâmica do ocorrido e definir as eventuais responsabilidades. As imagens entregues pelo Agrobar deverão integrar o conjunto de provas analisado durante a investigação.
A delegada também alertou que publicações e comentários transfóbicos feitos nas redes sociais podem resultar em responsabilização criminal.
Confira a nota do Agrobar na íntegra:
“O Agrobar lamenta o ocorrido no último sábado (8), na unidade de Balsas (MA), e informa que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração do caso, já forneceu imagens de segurança e as informações solicitadas para contribuir com o esclarecimento dos fatos.
O Agrobar reforça que repudia qualquer forma de violência e/ou discriminação e acompanha o andamento das investigações conduzidas pelas autoridades competentes.”






