Operação mira facção que extorquia provedores de internet em quatro estados

Ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público cumpre 39 mandados e determina o bloqueio de cerca de R$ 17 milhões.
Operação mira facção que extorquia provedores de internet em quatro estados
Operação da Polícia Civil e do Gaeco cumpre 39 mandados em quatro estados contra organização criminosa (Foto: Divulgação)

Uma operação realizada simultaneamente em quatro estados tenta desarticular lideranças de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, domínio territorial, violência e extorsão de prestadores de serviços essenciais. A ofensiva foi deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (13) pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA) e pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).

Ao todo, a Justiça expediu 21 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão contra integrantes e dirigentes do grupo. As decisões judiciais também autorizaram o bloqueio de aproximadamente R$ 17 milhões, além da apreensão de veículos, documentos, bens e outros materiais considerados relevantes para a investigação.

As apurações indicam que a organização criminosa exercia controle sobre determinadas áreas e utilizava ameaças e violência para extorquir empresas responsáveis por serviços essenciais, entre elas provedores de internet.

No interior do Maranhão, um provedor supostamente operado pelo próprio grupo criminoso está sendo interditado durante a operação. A localização do estabelecimento não foi informada até o momento.

No Rio de Janeiro, três investigados foram presos. Durante as diligências, as equipes também apreenderam armas e uma caminhonete de luxo blindada. No Maranhão, quatro pessoas haviam sido detidas até a última atualização, elevando para sete o número parcial de prisões.

A ação é coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), da Polícia Civil, e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público.

As diligências continuam nos quatro estados. O balanço definitivo, com o número de prisões e materiais apreendidos, deverá ser divulgado após a conclusão da operação.