Mais de 250 agentes participam de uma nova etapa da Operação Forças Integradas na Grande São Luís. Iniciada nessa quarta-feira (2), a mobilização reúne diferentes órgãos da segurança pública em ações preventivas e de repressão ao crime organizado.
O policiamento será concentrado em regiões apontadas pelo levantamento estatístico da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) como mais sensíveis. Segundo a pasta, a área Leste da Grande Ilha receberá atenção especial por concentrar ocorrências consideradas de maior relevância. O planejamento também contempla outros pontos da região metropolitana.
A operação prevê a instalação de barreiras policiais, abordagens a pessoas, revistas em veículos, incursões nos bairros e fiscalizações em bares e outros estabelecimentos comerciais. As equipes também deverão localizar pessoas com mandados de prisão ou restrições judiciais.
A nova etapa foi lançada no Comando-Geral da Polícia Militar, no bairro Calhau, em São Luís.
Órgãos atuarão de forma conjunta
Participam da mobilização as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros, o Centro Tático Aéreo (CTA), a Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp), a Perícia Oficial e os centros de Inteligência e de Operações de Segurança.
A estratégia busca reunir policiamento ostensivo, investigação e inteligência na mesma operação. Informações reunidas sobre registros criminais serão usadas para definir o deslocamento das equipes e os locais das abordagens.
A secretária de Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, afirmou que o reforço tem como prioridade o enfrentamento às organizações criminosas e deverá alcançar toda a Grande Ilha.
“Teremos operações distribuídas com barreiras, incursões nos bairros e em estabelecimentos comerciais. Essa operação não tem início nem fim, é permanente e diuturna”, declarou.
Fiscalizações poderão levar ao cumprimento de mandados
A Polícia Civil apoiará as abordagens por meio da checagem de documentos e da consulta aos sistemas de segurança. Havendo mandados de prisão em aberto, as ordens judiciais poderão ser cumpridas durante as fiscalizações.
De acordo com o delegado-geral Augusto Barros Neto, as equipes também atuarão em bares e nas ruas, auxiliando na identificação de pessoas procuradas pela Justiça.
A Polícia Militar ficará responsável pelo reforço ostensivo, com barreiras, patrulhamento e incursões. O trabalho deverá priorizar a prevenção de homicídios, roubos e furtos, além do combate ao tráfico de drogas e ao porte ilegal de armas.
Drones e aeronaves serão empregados nas ações
A operação também contará com drones para acompanhar áreas abertas, identificar movimentações consideradas suspeitas e orientar as equipes posicionadas em solo.
O suporte aéreo ficará a cargo do CTA. As aeronaves poderão ser utilizadas em buscas, perseguições e ocorrências em regiões de difícil acesso ou com pouca visibilidade para as viaturas.
Segundo o chefe de Operações do CTA, major Marcelo Serpa, as equipes aéreas transmitem informações em tempo real aos policiais durante incursões, barreiras e abordagens. O recurso também poderá ser empregado em situações de fuga para áreas de mata.
Operação será mantida sem prazo para terminar
O governador Carlos Brandão acompanhou o lançamento da nova etapa e afirmou que a integração entre abordagens, inteligência e fiscalização faz parte da estratégia para impedir o avanço de grupos criminosos.
Embora a mobilização atual esteja concentrada na Grande São Luís, a Operação Forças Integradas já realizou etapas na Baixada Maranhense e nas regiões de Balsas, Imperatriz, Caxias e Timon.
A Secretaria de Segurança Pública não informou um prazo para o encerramento das atividades. Conforme o planejamento apresentado, as ações serão mantidas de forma permanente e poderão ser ampliadas para outras regiões do estado.






