Há cinco dias sob cuidados veterinários, a cadela Dora, de nove meses, começa a apresentar evolução no quadro clínico após ter sido encontrada ferida no campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís. O animal ainda possui limitações para andar, sobretudo por causa dos pontos na região atingida.
A suspeita é de que Dora tenha sido golpeada com um pedaço de concreto na noite da última terça-feira (1º). A ocorrência foi divulgada pelo Projeto Protetoras de Animais do campus, que acompanha o tratamento e cobra o esclarecimento do episódio.
Segundo o grupo, uma mulher que caminhava pela universidade teria atacado a cadela. A ação teria sido testemunhada por uma funcionária de uma empresa terceirizada que presta serviços à instituição.
Animal não teria sido socorrido imediatamente
Ainda conforme o projeto, a ocorrência foi comunicada ao supervisor da trabalhadora, mas Dora não recebeu atendimento naquele momento. A mulher apontada como autora da agressão também não teria sido abordada imediatamente pela equipe de vigilância.
Somente por volta das 20h, uma integrante do Projeto Protetoras UFMA encontrou a cadela e a levou para uma clínica veterinária.
A voluntária Poliana relatou que o animal apresentava sinais de violência e estava em condição considerada grave no momento do resgate.
“Quando eu cheguei ao local, eu realmente constatei que a situação era de extrema violência, que aquele animal havia sofrido”, afirmou.
Dora ainda tem dificuldade para andar
A médica-veterinária Ana Paula Santos informou que Dora chegou à clínica com dificuldade para apoiar as patas, principalmente os membros traseiros.
Apesar das limitações de movimento e dos ferimentos, a cadela tem respondido ao tratamento. O período de internação segue necessário para acompanhar sua recuperação e avaliar possíveis consequências da agressão.
O projeto responsável pelo resgate também acompanha os custos do atendimento veterinário e a evolução do animal.
Imagens podem ajudar a esclarecer o caso
A UFMA informou que reuniu gravações das câmeras de videomonitoramento instaladas no campus. De acordo com a universidade, também foi registrado um boletim de ocorrência e as imagens, acompanhadas de relatórios, seriam encaminhadas às autoridades responsáveis pela investigação.
Em nota, a instituição afirmou que está adotando as providências cabíveis e repudiou qualquer forma de violência contra animais. A universidade ressaltou ainda que mantém projetos voltados à proteção e ao bem-estar animal dentro do campus.
A Delegacia de Meio Ambiente, por sua vez, informou que, até então, não havia recebido o registro oficial da denúncia na unidade especializada. Mesmo assim, comunicou que realizará diligências e buscará elementos que permitam esclarecer o que aconteceu.
A apuração deverá verificar a identidade da mulher apontada no relato, analisar as imagens de segurança e ouvir possíveis testemunhas. Também será necessário esclarecer por que o animal não teria sido atendido imediatamente após a comunicação da agressão.






