Bancários iniciam greve por tempo indeterminado no Maranhão nesta terça-feira, 8

Paralisação envolve trabalhadores de instituições públicas e privadas
Bancários iniciam greve por tempo indeterminado no Maranhão nesta terça-feira, 8
Bancários de instituições públicas e privadas iniciam greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, 8 (Foto: Reprodução)

Bancários de instituições públicas e privadas do Maranhão iniciam, nesta terça-feira (8), uma greve por tempo indeterminado. O movimento foi aprovado em Assembleia Geral promovida pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), após a categoria rejeitar as propostas apresentadas durante as negociações salariais.

A mobilização poderá afetar o atendimento presencial nas agências de diferentes municípios. O alcance da paralisação, entretanto, dependerá da adesão dos funcionários em cada unidade.

Caixas eletrônicos, aplicativos, serviços pela internet e centrais telefônicas deverão continuar funcionando conforme a disponibilidade de cada instituição. Clientes com operações urgentes devem priorizar esses canais e acompanhar os comunicados dos respectivos bancos.

Categoria rejeitou propostas da Fenaban

A paralisação havia sido inicialmente prevista para 2 de setembro, mas foi adiada para aproximar o movimento maranhense de mobilizações em outras bases do país.

Depois de 13 rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) teria apresentado reajuste correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de ganho real de 0,6%. O percentual foi considerado insuficiente pelo sindicato.

Também foram rejeitadas as propostas específicas apresentadas por Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.

Entre as reivindicações estão a recomposição das perdas salariais, aumento dos tíquetes e dos pisos da categoria, participação nos lucros e resultados, garantia de emprego, preservação dos direitos e melhoria das condições de trabalho.

Fechamento de agências também motiva movimento

O SEEB-MA afirma que a mobilização também reage ao fechamento de unidades bancárias, às demissões e à redução do quadro de funcionários. A entidade cita ainda sobrecarga de trabalho, adoecimento dos profissionais e retirada de guichês de caixa.

Na avaliação do sindicato, a diminuição da estrutura presencial não afeta somente os trabalhadores, mas também provoca filas maiores e demora no atendimento aos clientes, especialmente entre pessoas que possuem dificuldade para utilizar serviços digitais.

A greve busca pressionar a Fenaban e as instituições públicas a retomarem as negociações com novas propostas. Não há prazo estabelecido para o encerramento do movimento.