Dez caminhões, dinheiro em espécie, documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos no Maranhão durante a Operação Dionísio. A ação investiga um suposto esquema de fraudes tributárias no comércio de bebidas alcoólicas e cumpriu, na quinta-feira (24), 17 mandados de busca e apreensão em quatro estados. Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), os bens apreendidos no estado somam R$ 4.221.242,54, dos quais R$ 188.532,88 em dinheiro.
Coordenada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), a investigação apura se distribuidoras de bebidas foram usadas para sonegar impostos, movimentar mercadorias com documentação fiscal irregular e ocultar valores. Nesta fase, são investigadas 30 pessoas físicas e 42 empresas. Os mandados foram cumpridos em Alagoas, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão.
Em Maceió e Arapiraca, empresas investigadas acumulam cerca de R$ 190 milhões em débitos tributários históricos, conforme o MPAL. Esse valor se refere às dívidas das empresas em Alagoas; não corresponde ao montante apreendido no Maranhão nem a um prejuízo já definido pela investigação. Os promotores apuram ainda suspeitas de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
No Maranhão, as buscas ocorreram em São Luís e tiveram a participação de grupos especializados do MPMA, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e de órgãos estaduais de segurança e fiscalização. O material recolhido será analisado para esclarecer a circulação das mercadorias, as transações financeiras e a participação de cada investigado. Até o momento, as suspeitas divulgadas integram uma investigação em andamento.
Por que a operação se chama Dionísio?
O nome faz referência a Dionísio, divindade da mitologia grega ligada ao vinho e às festas. A escolha remete ao setor de bebidas alcoólicas, foco da investigação.






