Uma abordagem da Polícia Militar do Maranhão no povoado Santa Rita, na zona rural de Afonso Cunha, terminou com a apreensão de dinheiro, material de campanha e um caderno com anotações que, segundo os policiais, indicariam negociação de votos. Três pessoas foram conduzidas à sede da Polícia Federal em Caxias na noite dessa quarta-feira (30).
A ocorrência foi registrada por uma equipe do 44º Batalhão da PM, por volta das 20h, após uma denúncia anônima sobre suposta compra de votos na região. O relato também mencionava possíveis ameaças e coação contra adversários políticos.
Durante as buscas no povoado, os militares abordaram um Toyota Etios branco que transportava material eleitoral. Conforme o boletim, havia no veículo bandeiras, santinhos e adesivos com imagens de Arquimedes Bacelar e Eduardo Braide.
Anotações levantaram suspeitas
De acordo com a PM, um caderno visualizado durante a abordagem continha nomes de pessoas, números que representariam quantidades de votos e marcações com a palavra “ok”. Os policiais também relataram registros que associariam votos à oferta de carradas de areia, consultas médicas e serviços de obras.
Na busca pessoal, a equipe encontrou R$ 960 em espécie com Beatriz de Sousa Mendes. Ela estava no carro com Carlos Alberto Santos da Silva e Francisca Maria Rodrigues Silva. Conforme a ocorrência, os três disseram que estavam no povoado pedindo votos para os candidatos que apareciam no material de campanha.
Além do dinheiro e do caderno, foram apreendidos três celulares, aproximadamente 549 santinhos, bandeiras e outros materiais eleitorais. O veículo também foi recolhido.
Denúncia cita suposto mandante
Arquimedes Américo Bacelar foi citado na denúncia anônima como suposto responsável por enviar pessoas à região para comprar votos e intimidar opositores. A PM informou ainda ter encontrado no carro duas notas de compra de combustível em nome dele, nos valores de R$ 150 e R$ 261,47.
As alegações constam do registro policial e dependem de apuração. O documento não relata apreensão de armas durante a abordagem nem apresenta elementos que atribuam a Eduardo Braide participação na suposta irregularidade, além da presença de sua imagem no material eleitoral.
Os três ocupantes foram encaminhados à Polícia Federal em Caxias para os procedimentos relacionados à suspeita de corrupção eleitoral. O relato fornecido não informa se houve confirmação de prisão em flagrante ou qual foi a situação dos envolvidos após a apresentação à PF.
A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos. Espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.






