O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer havia aproximadamente um ano. A informação foi confirmada por sua assessoria de imprensa.
Com o piano à frente dos arranjos e uma interpretação marcada pela intensidade, Benito construiu uma identidade própria na música brasileira. Seu repertório aproximou o samba da canção romântica e conquistou o público com sucessos como “Retalhos de Cetim”, “Do Jeito Que a Vida Quer” e “Ah! Como Eu Amei”.
Dos palcos de hotéis à projeção nacional
Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, começou a cantar ainda jovem em hotéis e boates. Mais tarde, estabeleceu-se em São Paulo, onde desenvolveu sua carreira e consolidou o nome artístico pelo qual se tornou conhecido.
Ao longo de décadas, reuniu uma extensa discografia, entre álbuns de estúdio, registros ao vivo e coletâneas. O encontro entre o balanço do samba, o piano e as letras sentimentais tornou suas gravações reconhecíveis e manteve suas músicas em circulação entre diferentes gerações.
Em 2025, sua trajetória foi homenageada pela escola de samba Águia de Ouro, no Carnaval de São Paulo.
Parceria musical com o filho
Benito deixa o filho Rodrigo Vellozo, também cantor e pianista, com quem costumava dividir o palco. O artista teve ainda outro filho, André Vancellote Vellozo, que morreu em 2019, aos 36 anos, no Rio de Janeiro.
As informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas posteriormente pela assessoria.






