Maranhão tem 100% do território sob seca em setembro, aponta ANA

Fenômeno se expandiu 17 pontos percentuais em relação a agosto, mas não apresentou agravamento expressivo de intensidade
Maranhão tem 100% do território sob seca em setembro, aponta ANA
Seca atingiu todo o Maranhão em setembro de 2026, segundo a ANA (Foto: Reprodução / Agência VB)

O Maranhão encerrou setembro de 2026 com seca em toda a sua extensão territorial, segundo dados do Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O estado não registrava essa abrangência desde fevereiro deste ano.

Em agosto, o fenômeno atingia 83% do território maranhense. A chegada a 100% representa uma expansão de 17 pontos percentuais em apenas um mês.

A ampliação da área afetada, entretanto, não foi acompanhada por uma mudança significativa na intensidade. Pouco mais de 4% do estado apresentou seca moderada, enquanto as demais áreas permaneceram em uma classificação menos intensa.

Maranhão, Alagoas, Piauí e Sergipe formaram o grupo de estados nordestinos com a totalidade do território atingida em setembro.

Seca também ganhou espaço no país

O avanço observado no Maranhão integra um quadro de expansão nacional. Entre agosto e setembro, a parcela do território brasileiro com seca aumentou de 67% para 75%.

O Nordeste teve a maior proporção de área afetada entre as regiões: 96%. Houve crescimento da abrangência em nove estados nordestinos — Maranhão, Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Em Pernambuco, o destaque foi a piora da intensidade. A seca grave, que alcançava 28% do território em agosto, passou a atingir 74% em setembro.

Enquanto Norte e Nordeste registraram ampliação das áreas atingidas, partes do Centro-Oeste e do Sudeste apresentaram recuo. No Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul continuaram sem registros do fenômeno.

Dados ajudam a orientar ações públicas

O Monitor de Secas acompanha mensalmente os 26 estados e o Distrito Federal. Para elaborar os mapas, reúne indicadores climáticos e informações sobre os efeitos da falta de chuva em diferentes períodos.

A classificação é dividida em cinco níveis de intensidade, permitindo distinguir a extensão territorial da seca e a gravidade das condições em cada área. As informações servem de apoio ao planejamento de políticas públicas e estão disponíveis no portal oficial do monitoramento.