TJMA inaugura novo centro de dados para ampliar estrutura do PJe

Instalação busca reduzir riscos de interrupção dos serviços digitais da Justiça
TJMA inaugura novo centro de dados para ampliar estrutura do PJe
TJMA Equipamento visa reduzir riscos de interrupção dos serviços digitais (Foto: Divugação)

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) inaugura, nesta quinta-feira (29), às 10h, um novo centro de dados para ampliar a capacidade de processamento e armazenamento dos sistemas judiciais e administrativos. A estrutura dará suporte a serviços como o Processo Judicial Eletrônico (PJe), utilizado na tramitação de processos pela internet.

A instalação fica no Edifício Durval Soares da Fonseca, antigo prédio do Banco do Brasil, na Praça Dom Pedro II, no Centro de São Luís. Vinculado à Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC), o novo Data Center substituirá a estrutura que funcionava havia mais de 15 anos e atuará de forma integrada ao centro de dados do Fórum de São Luís.

O que é um centro de dados

Um Data Center reúne equipamentos responsáveis por armazenar informações e executar sistemas digitais. No Judiciário, essa infraestrutura sustenta atividades como o acesso aos processos eletrônicos, a consulta a documentos e o funcionamento de aplicações administrativas.

Para manter esses serviços disponíveis, o espaço precisa de fornecimento estável de energia, controle de temperatura, conexão de rede e proteção física. Falhas nesses componentes podem provocar lentidão ou indisponibilidade dos sistemas.

Segundo o TJMA, o novo centro foi projetado para acompanhar o aumento da demanda tecnológica e reduzir os riscos de interrupção dos serviços.

O que muda para quem utiliza o PJe

A estrutura terá circuitos de rede de alta velocidade e equipamentos de armazenamento de alto desempenho. A expectativa do Tribunal é melhorar o tempo de resposta do PJe e de outras aplicações utilizadas por magistrados, servidores, advogados e cidadãos.

Na prática, o investimento busca oferecer melhores condições para o acesso e o processamento das informações. Isso pode reduzir obstáculos técnicos à rotina judicial, embora a duração de um processo também dependa de fatores como sua complexidade e os procedimentos necessários ao julgamento.

O projeto também prevê capacidade para atender a novas iniciativas de inteligência artificial do TJMA e permite ampliar a estrutura conforme o crescimento da demanda.

Energia e climatização para reduzir interrupções

Entre os recursos anunciados estão alimentação elétrica ininterrupta, com duas vias de fornecimento, e climatização de precisão, destinada a manter os equipamentos em condições adequadas de temperatura.

O centro também foi projetado para permitir a chamada manutenção concorrente: intervenções elétricas ou mecânicas sem a necessidade de desligar os sistemas. Esse recurso reduz a necessidade de suspender serviços durante trabalhos de manutenção.

A infraestrutura modular permite acrescentar componentes e ampliar a capacidade de processamento e armazenamento.

Proteção contra incêndios e alagamentos

De acordo com o Tribunal, a instalação dispõe de barreiras contra arrombamentos, alagamentos externos e exposição ao fogo e ao calor. A resistência informada é de até 1.000 °C por, no mínimo, 120 minutos.

Essas medidas buscam proteger os equipamentos e as mídias que armazenam os dados, além de reduzir os impactos de incidentes sobre os serviços digitais.

O TJMA informa ainda que o projeto está alinhado à Estratégia Nacional de Tecnologia da Informação do Poder Judiciário e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A proposta é reforçar a confidencialidade das informações, preservar sua integridade e manter o acesso aos sistemas por usuários autorizados.