Uma expedição científica da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) confirmou a presença do peixe-leão, espécie invasora e venenosa, no Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luís, localizado a cerca de 180 km da costa de São Luís. A descoberta acende um sinal de alerta para pesquisadores, autoridades ambientais e comunidades pesqueiras.
O peixe-leão, originário do Oceano Pacífico, representa uma séria ameaça à biodiversidade marinha brasileira por sua capacidade de reprodução acelerada, ausência de predadores naturais e comportamento altamente predatório. Além disso, a espécie é considerada perigosa para humanos, por conter espinhos venenosos que podem causar desde reações leves até convulsões.
📍 Sobre o Parque
O Parcel de Manuel Luís é o primeiro parque estadual marinho do Brasil e o único na costa norte do país. De difícil acesso, pode ser visitado apenas entre os meses de janeiro e junho, durante a chamada “janela natural” de calmaria nos ventos. O local, ainda pouco explorado cientificamente, abriga bancos de corais, algas calcárias e até embarcações naufragadas, o que lhe rendeu o apelido de “cemitério de navios”.
🔬 Expedição e achados
Durante quatro dias, pesquisadores do Departamento de Oceanografia e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UFMA) percorreram o Parque Marinho a bordo de um navio de pesquisa da universidade. A equipe realizou coletas de água em diferentes profundidades com o uso da rosette, equipamento que permite análises físico-químicas como temperatura, salinidade e oxigenação. As amostras serão analisadas em laboratório, como parte de um mapeamento detalhado da dinâmica oceânica da região.
Além da descoberta do peixe-leão, os cientistas também destacaram a importância da preservação das algas calcárias presentes na área, fundamentais para a saúde dos recifes e a estabilidade ecológica da costa maranhense.






