A disputa pelas duas vagas do MA no Senado começa a ganhar forma para as eleições

Chapas lideradas por Orleans e Braide já apresentam nomes para a disputa, enquanto grupo de Camarão ainda se articula.
A disputa pelas duas vagas do MA no Senado começa a ganhar forma para as eleições
Corrida pelas duas vagas do Maranhão no Senado ganha novos contornos para 2026 (Foto: Reprodução)

A disputa pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal começa a ganhar contornos mais definidos à medida que os principais grupos políticos avançam na montagem das chapas para as eleições de 2026. Com mandatos de oito anos em jogo, a corrida pela Câmara Alta tende a ocupar posição central no debate eleitoral do estado.

No campo governista, o pré-candidato ao Governo do Maranhão Orleans Brandão (MDB) tem o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos) como candidato a vice-governador. Para o Senado, o grupo trabalha com os nomes do senador Weverton Rocha (PDT), que buscará a reeleição, e do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil).

A composição reúne dois parlamentares com atuação no Congresso Nacional e amplia a movimentação do grupo em busca de alianças para a campanha estadual.

Braide apresenta chapa com Fufuca e Lahesio

Na oposição, o pré-candidato ao Governo do Maranhão Eduardo Braide (PSD) definiu uma composição majoritária com Elaine Carneiro (PSD) como candidata a vice-governadora.

Para as duas vagas ao Senado, a chapa reúne o deputado federal André Fufuca (PP) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo).

A formação coloca na mesma aliança nomes com perfis e trajetórias políticas distintas, em uma tentativa de ampliar o alcance eleitoral da chapa em diferentes regiões do Maranhão.

Grupo de Felipe Camarão ainda busca fechar composição

O pré-candidato Felipe Camarão (PT) ainda não concluiu a montagem da chapa majoritária. Até o momento, a senadora Eliziane Gama (PT) aparece como o nome mais evidente do grupo para disputar a reeleição.

A expectativa é que sejam anunciados nos próximos dias o candidato a vice-governador e o segundo nome que concorrerá ao Senado pela aliança liderada pelo petista.

A definição é aguardada porque poderá reorganizar apoios partidários e alterar o equilíbrio da disputa pelas duas cadeiras maranhenses.

Mandatos de oito anos aumentam peso da eleição

A eleição para o Senado costuma ter peso estratégico por causa da duração do mandato e das atribuições exercidas pelos parlamentares. Cada senador permanece oito anos no cargo, período superior ao mandato de governadores, deputados e prefeitos.

Além de elaborar e votar leis, os integrantes do Senado fiscalizam o Poder Executivo, analisam indicações para tribunais superiores e outros cargos de Estado e participam de decisões relacionadas ao orçamento e aos interesses das unidades da Federação.

Com pelo menos cinco nomes já colocados no debate e outras definições ainda pendentes, a disputa pelas duas vagas do Maranhão promete ser uma das mais concorridas e decisivas das eleições de 2026.