Entre oito e dez cães estariam morrendo diariamente no Hospital Veterinário Municipal de São Luís, segundo denúncia apresentada pela Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais do Maranhão (Anclivepa-MA). A entidade pediu que o Ministério Público investigue as condições de funcionamento e a gestão da unidade.
A estimativa sobre as mortes foi divulgada em meio ao apoio da associação à greve de 24 horas realizada pelos profissionais do hospital. De acordo com a Anclivepa-MA, a redução do quadro de médicos-veterinários e a sobrecarga imposta aos trabalhadores estariam comprometendo a assistência prestada aos animais.
A entidade também relata atrasos de até quatro meses nos pagamentos, acúmulo de funções e pressão psicológica sobre os profissionais. Não foram apresentados, no entanto, dados detalhados sobre o total de atendimentos, diagnósticos ou causas dos óbitos citados na denúncia.
Associação questiona gestão da unidade
A Anclivepa-MA afirma que a empresa responsável pela administração do hospital não teria experiência suficiente na gestão de serviços veterinários. A associação também levanta questionamentos sobre o processo licitatório que definiu a operadora da unidade durante a gestão municipal anterior.
Outro problema apontado é a suposta ausência de uma triagem social adequada. Segundo a entidade, o atendimento deveria priorizar animais pertencentes a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único e em programas sociais.
Com a limitação de vagas, parte da população que depende do serviço público estaria encontrando dificuldades para conseguir atendimento. A associação considera que a redução da equipe agrava esse cenário e aumenta a pressão sobre os veterinários que permanecem na unidade.
Entidade pede investigação do Ministério Público
Diante das denúncias, a Anclivepa-MA defende que o Ministério Público apure o funcionamento do hospital e avalie a permanência da atual empresa administradora.
A entidade sugere ainda a abertura de uma nova licitação ou a contratação de médicos-veterinários por concurso público como alternativas para reestruturar o serviço.
A Prefeitura de São Luís foi procurada para se manifestar sobre o número de mortes, os atrasos nos pagamentos e as demais acusações, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.






