As reclamações sobre o mau cheiro na Lagoa da Jansen, em São Luís, levaram a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) a se manifestar sobre a situação. Segundo a empresa, ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem e despejos irregulares estão entre as causas do odor e da poluição no local.
A companhia explica que parte dos resíduos chega à lagoa pela estrutura destinada ao escoamento da água da chuva. Outra parcela é transportada por canais que atravessam áreas densamente povoadas e recebem efluentes lançados irregularmente.
De acordo com a Caema, intervenções técnicas já eliminaram mais de 100 pontos de despejo de esgoto na lagoa. A empresa afirma que as ações reduziram o volume de resíduos que chegava ao ambiente, mas não apresentou, na nota, o período das intervenções nem a quantidade retirada.
Companhia afirma que sistema está em operação
Em seu posicionamento, a Caema declarou que as redes coletoras, estações elevatórias e demais estruturas sob sua responsabilidade na região estão funcionando. Segundo a companhia, o esgoto recolhido pelo sistema é encaminhado para tratamento em unidades como as estações do Jaracaty e de Vinhais.
A empresa também afirmou que não opera pontos de lançamento direto de esgoto na Lagoa da Jansen. A declaração se refere à estrutura sob sua responsabilidade e não significa que o local esteja livre de despejos irregulares, reconhecidos pela própria companhia.
Moradores se mobilizam por soluções
O forte odor tem provocado queixas de moradores, comerciantes e visitantes de um dos principais pontos turísticos da capital maranhense. Além da entrada de esgoto, o acúmulo de matéria orgânica e a pouca renovação da água são apontados como possíveis agravantes, especialmente durante a estiagem.
Diante da persistência dos transtornos, moradores e empresários criaram o grupo Amigos da Lagoa da Jansen. A mobilização cobra medidas para reduzir a poluição e melhorar as condições ambientais da região.






