Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, era mãe de dois filhos pequenos e morava em Ananindeua, no Pará. A viagem a São Luís, onde acompanhava o namorado para um campeonato de pôquer, terminaria na terça-feira (3). Na madrugada daquele dia, ela morreu após cair do sétimo andar do Rio Poty Hotel, na Ponta d’Areia.
A morte provocou manifestações de pesar entre amigos, que recorreram às redes sociais para compartilhar lembranças e mensagens de despedida. Um deles recordou a convivência desde a infância e os momentos que dividiram ao crescer juntos. Outra amiga expressou a dificuldade de assimilar a notícia.
O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) no início da tarde de terça-feira. A previsão informada era de que o velório ocorresse em Ananindeua. Segundo familiares, uma irmã de Renata estava a caminho da capital maranhense.
Viagem começou na semana anterior
Renata e o namorado haviam chegado a São Luís na quarta-feira (28). Conforme a investigação, os dois procuravam a chave do quarto quando ela se sentou no batente de uma janela do corredor do sétimo andar.
Ao apoiar as costas em uma estrutura de alumínio, a peça teria cedido, provocando a queda. Renata foi socorrida, mas não resistiu.
A Polícia Civil do Maranhão investiga o caso como morte acidental. Segundo o delegado George Marques, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), as imagens de segurança analisadas não mostram agressão nem participação do namorado na queda. Ele prestou depoimento e foi liberado.
Perícia apura por que estrutura se desprendeu
Os exames da Perícia Oficial devem esclarecer o que provocou o desprendimento da estrutura da janela. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, ainda não havia conclusão técnica sobre a causa ou a existência de possíveis irregularidades.
Em nota, o Rio Poty Hotel lamentou a morte e manifestou solidariedade à família e aos amigos de Renata. O estabelecimento afirmou que colabora com as autoridades e acompanha a investigação da Polícia Civil.






