A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos em Paço do Lumiar, chegou a São Luís no fim da tarde desta quinta-feira (7), após ser presa em Teresina durante uma operação integrada das polícias civis do Maranhão e do Piauí.
A investigada desembarcou algemada de um helicóptero da Polícia Militar do Maranhão na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), acompanhada por policiais civis e militares.
Segundo a Polícia Civil, Carolina Sthela foi levada para a sede da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, unidade responsável pelas investigações. Após prestar depoimento, ela deverá passar por exame de corpo de delito e, posteriormente, ser encaminhada à Unidade Prisional Feminina de Pedrinhas.
De acordo com a SSP-MA, a empresária foi localizada no Piauí enquanto tentava deixar o estado. O delegado Matheus Zanatta afirmou que a suspeita teria buscado apoio de familiares em Teresina antes de planejar uma possível fuga para outro estado.
A defesa, no entanto, sustenta que Carolina viajou ao Piauí para deixar o filho de 6 anos aos cuidados de pessoas próximas, alegando que ela não possui familiares no Maranhão aptos a receber a criança. Os advogados afirmam ainda que a empresária não pretendia se esconder das autoridades.
O caso ganhou repercussão após uma jovem doméstica de 19 anos denunciar agressões físicas e ameaças dentro da residência onde trabalhava, em Paço do Lumiar. Grávida de cinco meses, a vítima afirmou à polícia que sofreu puxões de cabelo, socos, tapas e murros após ser acusada de furtar joias da casa.
Segundo o depoimento, a empresária passou horas procurando um anel desaparecido, encontrado depois em um cesto de roupas sujas. Mesmo após a localização da joia, as agressões teriam continuado.
A vítima relatou ainda que tentou proteger a barriga durante os ataques e afirmou ter sido ameaçada de morte caso procurasse a polícia. Em um dos trechos do depoimento, declarou que os envolvidos “não se importavam” enquanto as agressões aconteciam.
As investigações também apuram a participação do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, citado nas denúncias da vítima. Ele foi preso em São Luís e já responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da PMMA para apuração de sua conduta no caso.
Em nota, Carolina Sthela afirmou que colabora com as investigações e que apresentará sua versão “no momento oportuno”. A empresária declarou repudiar qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes e pessoas em situação de vulnerabilidade. Ela também pediu que não haja “julgamento antecipado” e relatou que familiares vêm sofrendo ameaças nas redes sociais.






