A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em um posto de combustíveis na zona Leste de Teresina. A informação foi confirmada pela advogada Nathaly Moraes, responsável pela defesa da investigada.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), a prisão preventiva foi cumprida durante uma ação integrada entre as polícias civis do Maranhão e do Piauí. Conforme a pasta, Carolina teria sido localizada quando tentava fugir.
Ela é investigada por suspeita de agredir uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, no município de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.
O caso é apurado pela 21ª Delegacia do Araçagy, após a vítima registrar boletim de ocorrência denunciando agressões físicas, ameaças e uma suposta sessão de tortura.
De acordo com o depoimento prestado à polícia, a jovem teria sido atacada depois de ser acusada pela ex-patroa de furtar joias da residência onde trabalhava.
A vítima afirmou que sofreu puxões de cabelo, socos, tapas e murros, além de ter sido derrubada no chão durante as agressões. Grávida de cinco meses, ela disse que tentou proteger a barriga enquanto era atacada.
Segundo o relato, a empresária passou horas procurando um anel desaparecido dentro da casa. O objeto teria sido encontrado posteriormente em um cesto de roupas sujas. Mesmo após a localização da joia, as agressões teriam continuado.
A jovem também relatou ter sido ameaçada de morte caso denunciasse o caso às autoridades. Em um dos trechos do depoimento, afirmou que “foi sem parar” e que os envolvidos “não se importavam”.
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, citado nas denúncias, também foi preso, em São Luís, e responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da PMMA para apuração de sua conduta e responsabilidade no caso.
Em nota, a secretaria informou que as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e responsabilizar os suspeitos.
Defesa se manifesta
Por meio de nota, Carolina Sthela afirmou que está colaborando com as investigações e que apresentará sua versão “no momento oportuno”. A empresária declarou ainda repudiar qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na manifestação, ela também pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o inquérito estiver em andamento e afirmou que familiares vêm sofrendo ataques e ameaças nas redes sociais.






