A Espanha está novamente no topo do futebol mundial. Em uma final equilibrada e decidida somente na prorrogação, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou o segundo título de sua história. Ferran Torres marcou o gol do campeonato no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A equipe comandada por Luis de la Fuente controlou a maior parte da partida, mas enfrentou dificuldades para transformar a superioridade territorial em chances claras. A Argentina pouco ameaçou e ainda perdeu Enzo Fernández, expulso nos acréscimos do segundo tempo.
O gol decisivo saiu aos 40 segundos da etapa final da prorrogação. Pedro Porro cruzou da direita, Nico Williams ajeitou de cabeça na segunda trave e Ferran Torres bateu de esquerda para superar Emiliano “Dibu” Martínez.
Espanha controla, mas não marca no primeiro tempo
Os minutos iniciais indicavam uma final movimentada. Lamine Yamal entrou duas vezes na área argentina com a bola dominada. Na primeira oportunidade, finalizou de esquerda, e Dibu Martínez fez a defesa após um desvio. Pouco depois, o atacante tentou o cruzamento, mas não encontrou um companheiro.
A Espanha manteve a posse de bola e controlou o ritmo durante os primeiros 30 minutos, porém sem demonstrar a contundência necessária para abrir o placar. Do outro lado, a Argentina encontrou ainda mais dificuldades para avançar e encerrou a etapa inicial sem finalizar.
Lionel Messi tentou alcançar um lançamento em profundidade, mas o goleiro Unai Simón saiu da área e afastou o perigo. A melhor oportunidade antes do intervalo surgiu nos minutos finais, em uma triangulação espanhola. Dani Olmo deu um passe de calcanhar para Mikel Oyarzabal, que bateu de primeira e obrigou Dibu a realizar boa defesa.
Pressão espanhola aumenta na etapa final
A Argentina voltou para o segundo tempo com mudanças. Nicolás Otamendi havia entrado ainda no fim da etapa inicial, enquanto Leandro Paredes foi acionado no intervalo. Lisandro Martínez e Nico González deixaram a equipe.
As alterações, entretanto, não mudaram o panorama da partida. Logo nos primeiros segundos, Álex Baena recuperou a bola no campo de ataque e finalizou. Pouco depois, Dani Olmo também levou perigo ao gol argentino, novamente defendido por Dibu Martínez.
A equipe de De la Fuente envolveu a defesa adversária com rápidas trocas de passes. Otamendi e Gonzalo Montiel apareceram para cortar duas investidas perigosas. Em outra chegada, Lamine Yamal cruzou e Ferran Torres, que havia substituído Oyarzabal, cabeceou nas mãos do goleiro.
Nico Williams e Mikel Merino entraram aos 29 minutos da segunda etapa. A Espanha acumulou 13 finalizações no tempo regulamentar, mas criou poucas oportunidades realmente claras.
Argentina termina o tempo normal com dez jogadores
A principal chegada argentina aconteceu em uma rara sequência de passes. Giuliano Simeone recebeu pelo lado do campo e fez um cruzamento fechado, defendido com segurança por Unai Simón.
Nos acréscimos, a situação da Argentina ficou ainda mais complicada. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a equipe com dez jogadores.
Antes do início da prorrogação, Lamine Yamal ainda cobrou uma falta com perigo, mas Dibu Martínez espalmou e manteve o placar zerado.
Ferran Torres decide o título
Depois de um primeiro tempo da prorrogação sem gols, a Espanha precisou de apenas 40 segundos na etapa final para construir a jogada do título.
Pedro Porro avançou pela direita e cruzou para a área. Na segunda trave, Nico Williams ganhou pelo alto e ajeitou de cabeça. Ferran Torres apareceu livre e finalizou de esquerda para marcar o gol da vitória espanhola.
O atacante ainda voltou a balançar a rede, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento. Sem outra alternativa, a Argentina se lançou ao ataque nos minutos finais, enquanto a Espanha recuou para proteger a vantagem.
A defesa espanhola suportou a pressão até o apito final e confirmou a vitória por 1 a 0. Com o resultado, a Espanha conquistou seu segundo título mundial, repetindo o feito alcançado pela primeira vez em 2010.






