O Maranhão apresentou uma das evoluções mais expressivas do país na área da educação ao longo da última década. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua Educação 2025, revelam que o estado alcançou a segunda maior redução na taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais de idade.
Segundo a pesquisa, o índice caiu de 15,7% em 2016 para 10,9% em 2025, uma redução de 4,8 pontos percentuais. O desempenho também permitiu ao Maranhão melhorar sua posição no ranking nacional, deixando de figurar entre os estados com os piores indicadores de alfabetização do país.
Os números mostram ainda uma diminuição da população analfabeta. Atualmente, cerca de 595 mil maranhenses com 15 anos ou mais estão nessa condição, representando uma redução em comparação aos anos anteriores.
Outro indicador que apresentou avanço foi a conclusão da educação básica. Em 2025, 47,4% das pessoas com 25 anos ou mais haviam concluído pelo menos o ensino médio. O percentual é maior entre as mulheres, que alcançaram 51,6%, enquanto entre os homens o índice ficou em 42,6%.
O ensino superior também registrou crescimento significativo. Em nove anos, o número de pessoas com graduação completa mais que dobrou no estado. O contingente passou de 263 mil em 2016 para 561 mil em 2025, um aumento de 113,3%, desempenho superior à média nacional observada no período.
De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), os resultados refletem uma série de investimentos realizados nos últimos anos, incluindo reformas de escolas, ampliação de bibliotecas e laboratórios, fortalecimento do transporte escolar e programas voltados à alfabetização de jovens e adultos.
Entre as iniciativas apontadas como estratégicas está o Programa Maranhão Alfabetizado, desenvolvido em parceria com o Governo Federal para ampliar o acesso à educação de pessoas que não tiveram oportunidade de frequentar a escola na idade adequada.
Para a secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, os números demonstram avanços importantes, mas reforçam a necessidade de continuidade das políticas públicas voltadas à inclusão educacional e à permanência dos estudantes na rede de ensino.
Os dados fazem parte da PNAD Contínua Educação, levantamento realizado anualmente pelo IBGE para monitorar indicadores de escolarização e nível de instrução da população brasileira.






