A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Astreia, que resultou na prisão de nove pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa voltada para o tráfico de drogas no estado. Entre os presos estão cinco policiais militares, um policial civil aposentado e outros três investigados apontados como integrantes do grupo.
A operação é coordenada pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc) e cumpre mandados de prisão temporária, busca e apreensão e medidas cautelares em São Luís. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de valores dos investigados e a suspensão do porte de armas de fogo dos alvos.
Segundo as investigações, a organização criminosa contava com a participação de agentes públicos e atuava diretamente no tráfico de entorpecentes. Ao todo, a operação tem como alvos seis policiais militares, um policial civil aposentado e outras cinco pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema.
Entre os investigados estão o tenente da Polícia Militar Alex Brendon Moreira, o tenente-coronel Renan Leite do Nascimento, o cabo Wilson Nunes Filho e os soldados da PM WIllian Barros Lindoso e Daniel Martins Ferreira, além de Jorge Fernando Soeiros Mendes. As investigações continuam para localizar e responsabilizar todos os envolvidos.


Tenente já havia sido preso por sequestro e extorsão
Um dos principais alvos da operação, o tenente Alex Brendon Moreira, já havia sido preso em janeiro deste ano durante uma investigação relacionada a um sequestro ocorrido em 28 de outubro de 2025, no bairro do Turu, em São Luís.
Na ocasião, conforme a Polícia Civil, o oficial e um policial civil aposentado teriam se apresentado falsamente como agentes em cumprimento de um mandado de prisão inexistente. A vítima foi abordada em um lava a jato e mantida sob restrição de liberdade enquanto os criminosos exigiam o pagamento de R$ 100 mil para sua liberação.
As investigações apontaram que familiares da vítima realizaram depósitos bancários nas contas indicadas pelos suspeitos. Após a transferência do dinheiro, a vítima foi libertada.
A denúncia deu origem às investigações que culminaram na prisão dos envolvidos e contribuiu para o aprofundamento das apurações que agora resultaram na Operação Astreia.
Força-tarefa reúne diversas unidades policiais
A ação conta com apoio do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e da Diretoria de Inteligência e Assuntos Estratégicos (DIAE) da Polícia Militar.
A Polícia Civil informou que as investigações permanecem em andamento e têm como objetivo identificar outros integrantes da organização criminosa, além de aprofundar a apuração sobre possíveis crimes relacionados ao tráfico de drogas e à atuação de agentes públicos.
As defesas dos investigados citados na operação não foram localizadas pela reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos.






