Guilherme Sales Silva, de 23 anos, investigado pela morte da ex-companheira Jacirene da Conceição Silva, de 27, apresentou-se à Polícia Civil na noite dessa quarta-feira (16), em uma delegacia de São Luís.
Acompanhado de um advogado, ele prestou depoimento e deixou a unidade porque, naquele momento, não havia mandado de prisão expedido contra ele.
Jacirene foi morta a tiros na noite de segunda-feira (14), no município de Paulo Ramos, a 283 quilômetros da capital. O caso é investigado como feminicídio.
Polícia pede prisão preventiva
O delegado Fernando Rezende, responsável pelo inquérito, informou que o pedido de prisão preventiva foi protocolado também na quarta-feira.
A solicitação não havia sido apresentada anteriormente porque os investigadores ainda tentavam localizar a principal testemunha do crime. A pessoa foi encontrada e ouvida somente na manhã do mesmo dia em que Guilherme se apresentou.
Com a conclusão desse depoimento, a Polícia Civil reuniu os elementos considerados necessários para solicitar a prisão preventiva.
O pedido foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá emitir um parecer. Depois dessa manifestação, o processo retornará ao juiz responsável, a quem caberá decidir se determina ou não a prisão do investigado.
Enquanto não houver ordem judicial, Guilherme continuará respondendo ao inquérito em liberdade.
Tiros foram disparados após discussão
Segundo as informações reunidas pela polícia, Jacirene estava com amigos em uma residência quando o investigado chegou. A principal linha de apuração aponta que ele não aceitava o fim do relacionamento.
Guilherme teria puxado Jacirene pelos cabelos e saído do imóvel. Pouco depois, conforme a investigação, retornou armado e efetuou vários disparos.
Um dos tiros atingiu a vítima na região da costela direita. Ela não resistiu ao ferimento.
Outra pessoa que estava na residência foi baleada no braço esquerdo. A vítima recebeu atendimento hospitalar e não corre risco de morte.
A Polícia Civil continua colhendo depoimentos e outros elementos para esclarecer toda a dinâmica do ataque.
Mãe de três filhos e atleta local
Jacirene era mãe de três crianças, nascidas de um relacionamento anterior. Conhecida como “Boneca”, também participava do futebol feminino de Paulo Ramos.
Ela integrava a equipe As Patroas de Paulo Ramos e jogava com a camisa de número 11.
Em nota de pesar, o time descreveu Jacirene como uma mulher alegre, forte e sempre disposta a apoiar as companheiras. A equipe afirmou que sua ausência será sentida dentro e fora de campo.






