Um terceiro suspeito de participação no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de apenas 4 anos, em São João Batista, na Baixada Maranhense, morreu durante um confronto com forças de segurança. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (14) pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão.
O homem foi identificado como João Henrique Lindoso Silva, conhecido pelo apelido de “João Preto”. Segundo o governador, as operações policiais continuam para localizar e prender os demais envolvidos no crime.
Um outro suspeito, identificado preliminarmente apenas como “Gilmarzinho”, fugiu após o crime e foi buscar refúgio na casa de parentes, no munícipio de Viana. No entanto, os familiares resolverem apresentá-lo na delegacia e agora ele se encontra à disposição da Justiça.
Três suspeitos mortos
João Henrique é o terceiro investigado morto em confrontos com a polícia desde o início das buscas.
Na segunda-feira (13), David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”, também morreu após, segundo a polícia, reagir à abordagem das equipes de segurança.
Pouco antes, outro suspeito, Joelson Braga Araújo, foi localizado no povoado Arrebenta, na zona rural de São João Batista, e morreu durante troca de tiros com policiais.
Grávida e criança foram encontradas carbonizadas
O crime ocorreu na noite da última sexta-feira (10), no povoado Olho d’Água dos Bodes, zona rural de São João Batista.
As vítimas, Samira Costa Correia, que estava grávida, e o filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, foram encontradas carbonizadas dentro da residência, que havia sido incendiada pelos criminosos.
De acordo com as investigações, homens armados invadiram o imóvel, efetuaram diversos disparos de arma de fogo e, em seguida, atearam fogo na casa.
Testemunhas relataram que cerca de 15 criminosos participaram da ação. No local, equipes da Polícia Militar recolheram aproximadamente 100 estojos de munições deflagradas, dos calibres 9 mm, .38, .40 e calibre 12, evidenciando a intensidade do ataque.
Investigação aponta disputa entre facções
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) investiga o caso como duplo homicídio e trabalha com a hipótese de que o crime esteja ligado à disputa entre organizações criminosas.
Segundo as investigações, o verdadeiro alvo da ação seria Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai da criança. A suspeita é de que ele teria rompido com a facção da qual fazia parte ou migrado para um grupo rival, o que teria motivado uma ação de represália.
Conforme explicou o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da SSP-MA, os criminosos foram até o povoado à procura de Josef. Como ele não foi localizado, os familiares que estavam na residência acabaram sendo executados.
Perícia vai esclarecer causa das mortes
Os exames periciais deverão determinar se Samira e Yan morreram em consequência dos disparos efetuados pelos criminosos ou em razão do incêndio provocado após o ataque.
Em razão do estado em que os corpos foram encontrados, a liberação pelo Instituto Médico Legal (IML) dependeu da realização de exame de DNA. Segundo a SSP-MA, o material genético de um familiar de primeiro grau já foi coletado e o procedimento pericial foi realizado.
Enquanto as investigações prosseguem, as forças de segurança mantêm operações na região para identificar e capturar os demais integrantes do grupo criminoso responsável pelo ataque.






