Vasco e Fluminense evitaram riscos, acumularam faltas e pouco produziram ofensivamente no primeiro capítulo das oitavas de final da Copa do Brasil. No clássico disputado neste sábado (1º), no Maracanã, as equipes empataram por 0 a 0 e deixaram a definição da vaga para o confronto de volta.
Os rivais voltam a se enfrentar na quarta-feira (5), às 21h30, novamente no Maracanã. Quem vencer avançará às quartas de final. Como não existe o critério do gol qualificado, outro empate levará a decisão diretamente para as cobranças de pênaltis.
Faltas interrompem o clássico
A preocupação em bloquear os espaços prevaleceu desde os minutos iniciais. O primeiro tempo teve 18 faltas, número que ajuda a explicar a dificuldade dos dois times para construir jogadas com sequência.
O Vasco começou com maior presença no campo ofensivo e procurou explorar as iniciativas individuais de Andrés Gómez. Apesar de circular a bola por mais tempo em determinados períodos, a equipe comandada por Pedro Emanuel encontrou dificuldades para transformar a posse em finalizações perigosas.
O Fluminense adotou um jogo mais direto e encontrou espaços nos contra-ataques. Canobbio recebeu duas boas oportunidades, mas não conseguiu superar o goleiro Léo Jardim. Savarino e John Kennedy também participaram das principais investidas tricolores.
Léo Jardim impede vantagem do Fluminense
Mesmo desfalcado de Millán, Jemmes, Thiago Silva e Freytes, todos entregues ao departamento médico, o Fluminense conseguiu manter a organização defensiva com Ignácio e Igor Rabello. O Tricolor completou a segunda partida consecutiva sem sofrer gols, depois de também empatar por 0 a 0 com o Bahia pelo Campeonato Brasileiro.
No ataque, entretanto, faltou eficiência. O Fluminense criou as oportunidades mais claras do clássico, mas esbarrou nas intervenções de Léo Jardim e nos próprios erros de conclusão.
Do lado vascaíno, Pedro Emanuel promoveu mudanças na escalação e iniciou a partida com Jair, Adson, Cuiabano e David. A melhor oportunidade cruz-maltina surgiu após cruzamento de Paulo Henrique para Tchê Tchê, que cabeceou para fora.
Cautela aumenta no segundo tempo
O Fluminense conseguiu controlar a posse e conectar alguns ataques no começo da etapa final. Canobbio e John Kennedy voltaram a ameaçar, enquanto o Vasco tentou responder em jogadas pelos lados do campo.
Com o passar do tempo, porém, a intensidade diminuiu. As equipes passaram a demonstrar maior receio de sofrer um gol do que disposição para buscar a vantagem. As substituições não alteraram o panorama, e o clássico permaneceu preso entre interrupções, disputas no meio-campo e poucas finalizações.
O 0 a 0 refletiu uma partida marcada mais pela força da marcação do que pela criatividade. A cautela preservou os dois times, mas aumentou o peso do reencontro de quarta-feira, quando não haverá espaço para administrar o resultado.






