Polícia investiga caso de pai que levou a filha para passear e não retornou

Vídeo nas redes mostra a criança e o homem alegando estar em país sob leis islâmicas.
Pai que fugiu com filha de 1 ano é localizado no Paraguai após ação integrada
Diody Maicon levou a filha para passear e não retornou com ela, segundo a mãe, no fim de setembro (Foto: Reprodução)

São Luís (MA) — A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) apura o desaparecimento de Diody Maicon Costa e de sua filha, uma bebê de pouco mais de um ano, vistos pela última vez na terça-feira (30). Segundo boletim registrado pela mãe, Daniele Costa Ferreira, o ex-companheiro passou em sua casa pela manhã, pediu o carro emprestado e disse que levaria a criança para consertar um notebook no Maiobão (Paço do Lumiar). Ele não retornou no fim do dia.

A mãe relata que, ao longo da terça, enviou mensagens ao ex-companheiro; ele respondeu algumas e depois não deu notícias. Daniele afirma ter percebido o sumiço da certidão de nascimento da filha e, mais tarde, recebeu um vídeo publicado por Diody nas redes, no qual ele aparece com a menina e diz estar em “outro continente”, sob “leis islâmicas”, declarando ainda que “não pretende voltar ao Brasil”. A autenticidade, data e localização do material são apuradas pela polícia.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especial de São José de Ribamar, que ouviu familiares e realiza diligências para localizar pai e filha. Daniele afirma estar separada de Diody e descreve um relacionamento conturbado.

Linha do tempo (o que se sabe)

  • Terça (30), manhã — Pai busca a criança, pega o carro emprestado e diz que irá ao Maiobão consertar notebook.
  • Ao longo do dia — Troca algumas mensagens com a mãe e deixa de responder.
  • Após o sumiço — Mãe nota ausência da certidão da criança.
  • Vídeo nas redes — Pai aparece com a filha dormindo ao lado e alega estar fora do país, sob leis islâmicas.
  • Hoje — Caso investigado pela PC-MA; buscas em andamento.

Canais de contato

Informações que ajudem a localizar a criança podem ser repassadas de forma imediata e anônima aos números: 197 (Polícia Civil) e 190 (Polícia Militar).

Nota de segurança: Por se tratar de criança, a orientação é não compartilhar imagens nem dados pessoais em redes sociais; encaminhe possíveis pistas diretamente às autoridades.