São Luís voltou a figurar na parte de baixo do Ranking do Saneamento 2025. Entre as 100 cidades mais populosas, a capital maranhense aparece no grupo das 20 piores: investiu R$ 21,45 por habitante entre 2019 e 2023 — o 2º menor valor entre as capitais — e trata só 15,89% do esgoto gerado. O estudo do Instituto Trata Brasil utiliza dados do novo Sinisa (ano-base 2023).
O que os números dizem sobre São Luís
- Investimento por habitante: R$ 21,45/ano (2019–2023). O patamar recomendado para universalização é R$ 223,82/hab./ano; entre as capitais, somente Cuiabá superou essa referência.
- Tratamento de esgoto: 15,89% — São Luís está no grupo de capitais que tratam menos de 20% do esgoto.
- Abastecimento de água: indicador de atendimento total de água de 74,69%, desempenho baixo no universo das 100 maiores cidades.
- Posição no ranking: a capital integra a lista das 20 piores e está entre oito capitais que compõem o bloco de pior desempenho.
Por que isso importa
O nível de investimento tem relação direta com a evolução dos indicadores. No recorte do estudo, os 20 piores municípios investiram R$ 78,40 por habitante/ano, em média, 65% abaixo do nível considerado necessário, e exibem grandes defasagens em coleta e tratamento de esgoto. São Luís está abaixo até dessa média dos piores — o que ajuda a explicar a estagnação dos serviços.
Contexto nacional que ajuda a entender o quadro local
- Entre as capitais, apenas cinco tratam 80% ou mais do esgoto (Curitiba, Brasília, Boa Vista, Rio e Salvador). São Luís está no polo oposto do espectro.
- No país, a média de abastecimento de água nas 100 maiores cidades é 93,91%; coleta de esgoto, 77,19%; e tratamento, 65,11% — todos superiores aos índices da capital maranhense.
- O Novo Marco do Saneamento fixa a meta de universalização até 2033; para isso, o estudo estima a necessidade de R$ 223,82 por habitante/ano.
O que dizem os autores do ranking
Para o Instituto Trata Brasil, o tratamento de esgoto é hoje o “indicador mais distante da universalização” nos grandes centros e precisa entrar no topo da agenda de prefeitos(as). A GO Associados reforça que as desigualdades regionais pesam e que Norte e Nordeste concentram os piores resultados — cenário no qual São Luís está inserida.
Próximos passos (o que acompanhar)
- Plano de investimentos: quais obras e fontes de financiamento elevarão o gasto per capita rumo ao patamar recomendado.
- Metas anuais públicas: expansão de coleta e estações de tratamento com cronograma e transparência de execução.
- Redução de perdas de água: ações para eficiência na rede (meta de perdas ≤ 25%, parâmetro de universalização).
Com informações do Instituto Trata Brasil






