Foragido condenado por homicídio no MA é preso em apartamento de luxo em Goiânia

Edimar Lima do Carmo, que usava identidade falsa e descumpriu medidas judiciais, foi localizado pela Rotam.
Foragido condenado por homicídio no MA é preso em apartamento de luxo em Goiânia
Edimar Lima do Carmo usava identidade falsa e descumpriu medidas judiciais (Foto: Divulgação)

Condenado por homicídio e considerado foragido da Justiça do Maranhão, Edimar Lima do Carmo foi preso na manhã desta quarta-feira (26) pela equipe da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitana) em um apartamento de alto padrão no bairro Jardim Goiás, em Goiânia. O homem, que chegou a disputar a eleição para prefeito de Paraibano em 2020 e pertence a uma família tradicional da política local, vinha se escondendo na capital goiana após violar medidas impostas pelo Judiciário.

Edimar cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, mas o equipamento deixou de emitir sinal em fevereiro. Além disso, ele não compareceu à vistoria obrigatória nem respondeu às tentativas de contato da Justiça, levando à conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva.

Tentativa de despiste e uso de nome falso

Segundo o tenente Gabriel Marques, da Rotam, Edimar desembarcou em Goiânia na terça-feira (25) e, logo ao chegar, trocou de veículo para dificultar qualquer tipo de monitoramento. Horas depois, instalou-se em um apartamento luxuoso pertencente à própria família.

No momento da prisão, ele estava acompanhado de uma garota de programa, que contou aos policiais que ele se identificava como “Johnny”. Vizinhos e funcionários do condomínio confirmaram que o foragido usava o mesmo nome falso no dia a dia.

As malas encontradas no imóvel também reforçam a suspeita de que Edimar pretendia ficar pouco tempo no endereço antes de tentar fugir novamente.

Condenações e investigações

Em 2023, Edimar foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pela morte de José Jefferson de Lucena, segurança do extinto Itz Clube, localizado no centro de Imperatriz. O crime ocorreu em 2010.

Ele também é investigado por envolvimento na morte do corretor de veículos Ancelmo Nunes Franco, conhecido como Cicinho, apontado como possível mandante do crime.

Posicionamento da defesa

Em nota, a defesa de Edimar Lima do Carmo afirmou que ele não rompeu a tornozeleira eletrônica e que se encontrava em prisão domiciliar por decisão do plantão judicial do Tribunal de Justiça do Maranhão, concedida no fim do ano passado. Segundo os advogados, a medida foi revogada posteriormente, determinando seu retorno ao sistema prisional.

A defesa também alegou que Edimar estava em Goiânia realizando tratamento médico e acompanhamento psiquiátrico, motivo pelo qual pretendia se apresentar à Justiça em momento posterior.