O sistema de transporte coletivo da Grande São Luís amanheceu parcialmente paralisado nesta sexta-feira (30) após os rodoviários deflagrarem greve geral. A mobilização teve início nas primeiras horas do dia, com garagens fechadas e redução significativa da circulação de ônibus na capital e nos municípios da região metropolitana.
A paralisação foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), que informou que a categoria rejeitou a proposta apresentada pelos empresários do setor, que previa reajuste salarial de apenas 2%. Para os trabalhadores, o percentual não recompõe as perdas acumuladas nem atende às necessidades atuais da categoria.
Entre as principais reivindicações dos rodoviários estão o reajuste salarial de 15%, aumento do tíquete-alimentação para R$ 1.500 e a ampliação da cobertura do plano de saúde, com inclusão de mais um dependente por trabalhador. Segundo o sindicato, as demandas constam na proposta de Convenção Coletiva de Trabalho encaminhada ainda em novembro de 2025.
Mesmo após quatro rodadas de negociação, o Sttrema afirma que não houve avanço concreto nas tratativas. Diante do impasse, a categoria decidiu pela greve, comunicando oficialmente o movimento ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET), às empresas concessionárias e aos órgãos competentes no início da semana.
Uma nova rodada de negociações está marcada para esta sexta-feira, às 15h, no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA), com a participação de representantes dos rodoviários, empresários, Prefeitura de São Luís, Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e do próprio TRT.
Enquanto não há acordo, a paralisação atinge linhas urbanas e semiurbanas, sem previsão oficial para normalização do serviço.
Empresas buscam garantir frota mínima
Em resposta ao movimento grevista, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informou que ingressará na Justiça para assegurar a circulação de uma frota mínima durante o período de paralisação, conforme prevê a legislação para serviços essenciais.
Em nota, a entidade afirmou que a medida tem como objetivo reduzir os transtornos à população e destacou que participou de reuniões com os rodoviários e o Governo do Estado. Segundo o SET, a Prefeitura de São Luís e a SMTT não apresentaram propostas que viabilizassem um reajuste salarial às empresas.
O sindicato patronal reiterou ainda o compromisso com o diálogo institucional, a transparência e o cumprimento das decisões judiciais enquanto durar o impasse.






