A empresária Alanna Alves se pronunciou após ter o nome citado em áudios atribuídos a Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por suspeita de agredir uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.
Nos áudios divulgados pela TV Mirante, Carolina afirma que a jovem já teria trabalhado na casa de Alanna e sugere que ela teria furtado objetos pessoais, como roupas e uma aliança. Em um dos trechos, a investigada relata as agressões e afirma ter espancado a vítima após associá-la a supostos furtos anteriores.
Após a repercussão do caso, Alanna Alves usou as redes sociais para negar qualquer acusação contra a trabalhadora doméstica. Segundo ela, a versão apresentada por Carolina Sthela não corresponde à realidade.
“Ela disse que eu falei pra ela que a moça já tinha pegado coisa na minha casa, e isso não aconteceu”, declarou.
A empresária afirmou ainda que a jovem trabalhou em sua residência e que nunca houve qualquer problema relacionado a desaparecimento de objetos. Segundo Alanna, a relação entre as duas permanece amistosa até hoje.
“Ela era uma boa funcionária pra mim. Meus filhos gostam muito dela, inclusive. Eu tenho uma relação boa com ela, falo com ela até hoje”, afirmou.
O caso ganhou grande repercussão após a doméstica denunciar agressões físicas e ameaças durante o período em que trabalhava para Carolina Sthela. A vítima relatou à polícia ter sofrido socos, tapas, puxões de cabelo e sessões de tortura enquanto tentava proteger a barriga durante as agressões.
Segundo a Polícia Civil do Maranhão, Carolina Sthela é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. A tipificação considera agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
O delegado-geral Augusto Barros afirmou que o inquérito ainda segue em andamento e que novos elementos devem ser analisados nos próximos dias.
Leia também
Prisão no Piauí e investigação contra policial militar
Carolina Sthela foi presa em Teresina durante uma operação integrada entre as polícias civis do Maranhão e do Piauí. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, ela estaria tentando deixar o estado, versão negada pela defesa.
As investigações também apuram a participação do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado pela vítima como um dos envolvidos nas agressões.
Em depoimento à Corregedoria da PMMA, o policial negou participação. Já em novo depoimento à Polícia Civil, admitiu ter estado na residência e participado da ação, embora tenha atribuído a maior parte das agressões à empresária.
A Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão instaurou procedimento interno para investigar a conduta do agente.
Além dele, quatro policiais militares que atenderam inicialmente a ocorrência também passaram a ser investigados após a divulgação de áudios em que Carolina afirma que não foi levada à delegacia por conhecer um dos policiais presentes no atendimento.






