A advogada Nathaly Moraes anunciou oficialmente que deixou a defesa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida de 19 anos em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.
Em nota divulgada na sexta-feira (9), Nathaly Moraes afirmou que está formalmente desvinculada do caso e alegou ter sofrido ataques pessoais, ameaças e intimidações desde a repercussão da investigação.
Segundo a advogada, a decisão foi tomada diante de circunstâncias que classificou como “absolutamente inadmissíveis e incompatíveis com o Estado Democrático de Direito”. Na manifestação pública, ela também destacou que a advocacia não pode ser confundida com os atos atribuídos aos clientes defendidos judicialmente.
A nota ainda afirma que futuras manifestações sobre o processo deverão ser direcionadas exclusivamente aos novos responsáveis pela defesa técnica da empresária.
A saída da advogada ocorre em meio ao avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Maranhão. Carolina Sthela segue presa preventivamente após decisão da Justiça do Maranhão durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (8).
Áudios periciados reforçaram investigação
O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela relata agressões físicas contra a trabalhadora doméstica após suspeitar do furto de um anel avaliado em R$ 5 mil.

O Instituto de Criminalística confirmou compatibilidade total entre a voz presente nas gravações e a voz de Carolina Sthela, segundo informou a Polícia Civil. A perícia foi solicitada após a empresária negar inicialmente a autoria dos áudios durante depoimento.
Nas gravações divulgadas durante a investigação, a empresária descreve agressões físicas, tapas, murros e humilhações praticadas contra a vítima dentro da residência.
Segundo a polícia, Carolina Sthela é investigada por tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria.
A empresária teve a prisão mantida durante audiência realizada na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís.
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PM investigado e policiais também são alvo de apuração
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como suspeito de participação nas agressões, também é investigado. Em depoimento à Polícia Civil, ele admitiu ter participado das agressões, embora tenha atribuído a maior parte da violência à empresária.
Além dele, quatro policiais militares que atenderam a ocorrência também passaram a ser investigados após a divulgação de trechos dos áudios em que Carolina afirma que não foi conduzida à delegacia por conhecer um dos agentes presentes no local.
A defesa da empresária ainda deve solicitar prisão domiciliar alegando questões de saúde, suposta gravidez e necessidade de cuidar do filho.






