A defesa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, presa por suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica grávida Samara Regina, de 19 anos, passou a alegar que a investigada pode apresentar transtornos psicológicos.
Segundo o advogado Otoniel D’Oliveira Chagas, que assumiu recentemente a defesa da empresária, a possibilidade de distúrbios mentais deverá ser considerada durante o andamento do processo.
“A Carolina provavelmente tem algum distúrbio psicológico, ou borderline, ou dupla personalidade, e isso deve ser levado em conta”, declarou o advogado.
A nova estratégia da defesa surgiu após laudos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmarem que os áudios com supostas confissões de agressões divulgados nas investigações pertencem à empresária. Nas gravações, Carolina aparece relatando agressões contra a vítima.
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação dos relatos envolvendo Samara Regina, que estava grávida de cinco meses na época das agressões. A jovem afirmou ter sido espancada dentro da residência onde trabalhava, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.
De acordo com as investigações, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos também teria participado das agressões. Segundo o depoimento da vítima, ele teria colocado uma arma em sua boca e puxado seus cabelos para forçá-la a confessar o suposto furto de um anel avaliado em R$ 5 mil.
Samara relatou que sofreu socos, murros, puxões de cabelo e foi derrubada no chão enquanto tentava proteger a barriga durante as agressões.
A Polícia Civil também aguarda o resultado da perícia em um equipamento DVR apreendido na casa da empresária. O aparelho armazena imagens das câmeras internas da residência e pode ajudar a confirmar os episódios denunciados pela vítima.
Nesta segunda-feira (11), Yuri Silva do Nascimento, marido de Carolina Sthela, prestou depoimento e foi liberado em seguida. Segundo o delegado Walter Wanderley, ele afirmou que não estava dentro da casa no momento das agressões, mas em um ponto próximo da residência.
Carolina Sthela segue presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Já o policial militar investigado está detido no Comando Geral da Polícia Militar.
Os dois respondem por tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, injúria, calúnia e difamação.
A defesa da empresária também informou que pretende pedir prisão domiciliar, alegando gravidez, problemas de saúde e a necessidade de cuidar do filho de seis anos. A Polícia Civil informou, no entanto, que a gestação ainda não foi confirmada oficialmente.






