Mais dois suspeitos de chacina que vitimou gestante e criança morrem em confronto

No total, já são cinco mortos e seis presos por suspeita de participação na ação criminosa em São João Batista.
Mais dois suspeitos de chacina que vitimou gestante e criança morrem em confronto
Daniel Braga Araújo e Roberdan Fonseca teriam resistido à prisão e morreram em confronto (Foto: Divulgação)

Subiu para cinco o número de suspeitos mortos em confrontos com as forças de segurança durante a operação que investiga a chacina ocorrida no município de São João Batista, na Baixada Maranhense. Além das mortes, seis pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento no crime que vitimou a gestante Samira Costa Correia, de três meses de gravidez, e seu filho, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos.

As duas mortes mais recentes foram registradas nesta terça-feira (14), durante ações realizadas para localizar os investigados. Segundo a polícia, Daniel Braga Araújo morreu em confronto na cidade de São Luís, enquanto Roberdan Fonseca Gomes foi morto durante uma intervenção policial em São João Batista.

A lista dos presos divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão é a seguinte: Gilmarlisson Santos Duarte, Gabriel Vieira Trindade, conhecido como “Miau”, Joseandro Santos Pereira, conhecido como “Andinho”, Luan dos Anjos Santos, conhecido como “Balotelli”, Rhuan Carlos Campos Silva, ou “Rhuanzinho”, e Paulo Ricardo Serra Lindoso, vulgo “Gordo”.

Em publicação nas redes sociais, o governador Carlos Brandão informou o avanço das investigações e destacou a atuação das forças de segurança.

“Informo que seis investigados pelo crime em São João Batista foram presos. Outro envolvido morreu em confronto após tentar fazer um morador refém. Ao todo, cinco acusados morreram em confrontos com a polícia desde o início das diligências. Parabenizo as equipes pela ação rápida e reafirmo que o combate às facções criminosas segue como prioridade em nosso governo.”

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Cinco investigados morreram durante as diligências

Além de Daniel Braga Araújo e Roberdan Fonseca Gomes, outros três suspeitos já haviam sido mortos em confrontos com policiais ao longo da operação.

Entre eles está João Henrique Lindoso Silva, conhecido como “João Preto”, apontado como um dos participantes do ataque.

Também morreu David João Gaspar Penha, o “Mucurão”, que, segundo a polícia, reagiu à tentativa de prisão e acabou baleado durante o confronto.

O quinto suspeito morto foi Joelson Braga Araújo, localizado no povoado Arrebenta, também na zona rural de São João Batista. Conforme a polícia, ele também teria resistido à abordagem.

As investigações seguem sendo conduzidas de forma integrada pelas forças de segurança do Maranhão para identificar e prender todos os envolvidos no crime.

Gestante e criança foram mortas e carbonizadas

A chacina aconteceu na noite do último dia 10, no povoado Olho d’Água dos Bodes, zona rural de São João Batista.

Grávida e filho de 4 anos são mortos a tiros e têm corpos carbonizados no MA
Samira Costa Corrêa e o filho são as vítimas do ataque criminoso (Foto: Divulgação)

Samira Costa Correia e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, foram encontrados carbonizados dentro da residência da família, após homens armados invadirem o imóvel, efetuarem diversos disparos e incendiarem a casa.

Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que cerca de 15 criminosos participaram da ação. No local foram recolhidos aproximadamente 100 estojos de munições deflagradas, de calibres 9 mm, .38, .40 e calibre 12, evidenciando a violência do ataque.

Polícia aponta disputa entre facções como motivação

As investigações da Polícia Civil indicam que o alvo principal da ação criminosa seria Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai de Yan Kaleb.

De acordo com o coordenador de Operações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), delegado Ederson Martins, há indícios de que Josef integrava a facção responsável pelo ataque e teria deixado o grupo ou migrado para uma organização rival sem autorização.

Ainda conforme a apuração, os criminosos foram ao povoado para cobrar e se vingar da saída dele e de outro integrante da organização. Como Josef não foi encontrado na residência, os autores executaram os familiares que estavam no imóvel, culminando na morte da gestante e da criança.

O caso segue sendo investigado como duplo homicídio qualificado, e a polícia continua as buscas para localizar outros envolvidos na chacina.