A taxa anual de desemprego no Maranhão recuou para 6,8% em 2025 e alcançou o menor patamar da série histórica estadual, iniciada em 2012. O resultado também colocou o estado na primeira posição do Nordeste, região que encerrou o ano com média de 7,9%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No ano anterior, a desocupação havia ficado em 7,1% no estado.
O desempenho maranhense permaneceu abaixo da média regional durante os quatro trimestres de 2025. Nos últimos três meses do ano, o índice caiu para 5,6%, acompanhando a redução do desemprego observada no país.
Liderança regional continua em 2026
O Maranhão manteve a menor taxa de desocupação do Nordeste no primeiro trimestre de 2026. O percentual chegou a 6,9%, enquanto a média regional ficou em 8,4%.
Apesar da liderança, o resultado representa um aumento de 1,3 ponto percentual na comparação com o quarto trimestre de 2025. Esse avanço é comum no início do ano, período marcado pelo encerramento de contratos temporários.
Na comparação com os primeiros trimestres dos anos anteriores, o índice de 6,9% foi o menor registrado no Maranhão desde 2015. A Paraíba apareceu em seguida no ranking regional, com 7%, e o Ceará registrou 7,3%.
Programas buscam ampliar oportunidades
A Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária atribui parte do desempenho a ações de qualificação profissional, intermediação de mão de obra e incentivo à contratação.
Entre as iniciativas está o Programa Trabalho Jovem, que voltou a disponibilizar quatro mil vagas em 2026 por meio do eixo Auxílio à Contratação. A modalidade oferece incentivo financeiro às empresas que empregam jovens no mercado formal.
Também integra as ações o programa Superação, desenvolvido em mais de 30 municípios. A previsão é oferecer formação complementar a cerca de 700 jovens interessados em ingressar no mercado por meio do Jovem Aprendiz.
Trabalho informal ainda predomina
A queda do desemprego não elimina os problemas relacionados à qualidade das ocupações. No primeiro trimestre de 2026, o Maranhão apresentou a maior taxa de informalidade do Brasil, com 57,6% dos trabalhadores ocupados sem os vínculos considerados formais pelo IBGE.
O estado também teve o menor percentual de empregados do setor privado com carteira assinada, de 53,4%. Os dados indicam que o desafio não se limita à abertura de vagas, mas inclui a ampliação do emprego formal e da proteção trabalhista.






