A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu alta hospitalar neste domingo (2), após passar a noite internada no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar um quadro persistente de cefaleia. Horas depois, ela foi oficializada pelo PL como candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
Michelle deu entrada na unidade na noite de sábado (1º), depois de apresentar dores de cabeça resistentes aos medicamentos administrados por via oral. Ela passou por exames e foi submetida a um bloqueio anestésico de nervos cranianos.
De acordo com o boletim médico, o procedimento apresentou resposta satisfatória. A ex-primeira-dama foi liberada com a recomendação de continuar sendo acompanhada pela equipe responsável pelo tratamento. A causa das dores não foi informada pelo hospital.
Mensagem é lida durante convenção
Apesar da alta, Michelle não participou da convenção do PL realizada no Parque da Cidade, em Brasília. O discurso preparado por ela foi lido por seu irmão e primeiro suplente na chapa, Diego Torres.
Na mensagem, Michelle relatou que enfrentava uma forte crise de enxaqueca havia mais de dez dias e que os medicamentos não estavam produzindo o efeito esperado.
“Meu corpo precisou parar, mas o meu compromisso com vocês não parou”, afirmou no texto apresentado aos apoiadores.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, também participou da convenção e desejou pronta recuperação à madrasta. Ele disse esperar que Michelle retorne em breve às atividades de campanha.
PL lança chapa própria para o Senado
A convenção confirmou Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis como candidatas às duas vagas do Distrito Federal no Senado. O partido também formalizou apoio à tentativa de reeleição da governadora Celina Leão, do PP.
Será a primeira eleição disputada por Michelle. Natural de Ceilândia, ela ganhou projeção nacional durante o mandato presidencial de Jair Bolsonaro e assumiu a presidência do PL Mulher em 2023.
A candidatura chegou a ser colocada em dúvida após divergências internas com Flávio Bolsonaro. Michelle deixou o comando nacional do PL Mulher durante a crise e chegou a avaliar sua permanência no partido. A confirmação deste domingo encerrou as incertezas sobre sua participação na disputa eleitoral.
Como funciona o bloqueio anestésico
O bloqueio de nervos cranianos e pericranianos pode ser utilizado no tratamento de alguns tipos de cefaleia, incluindo crises graves de enxaqueca. O procedimento consiste na aplicação de anestésico próximo aos nervos responsáveis pela transmissão dos sinais de dor.
A técnica não envolve injeções no cérebro ou diretamente no crânio. A aplicação costuma ser rápida, mas o paciente permanece em observação para que a equipe avalie a resposta e eventuais efeitos adversos.
Entre as reações possíveis estão formigamento, redução temporária da sensibilidade, desconforto no local da aplicação e tontura. Em geral, esses efeitos são passageiros.






