MPMA nega contato de procurador-geral com assassino e chama acusações de falsas

Instituição afirma que Danilo de Castro nunca falou direta ou indiretamente com o condenado pelo assassinato de João Bosco.
MPMA nega contato de procurador-geral com Gilbson Cutrim e chama acusações de falsas
Procurador-geral Danilo de Castro nega que tenha mantido contato com Gibson Cutrim (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) negou, nesta quinta-feira (20), as acusações feitas por Gilbson César Soares Cutrim Júnior contra o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira. Em nota pública, a instituição afirmou que as declarações são “inteiramente inverídicas” e não possuem fundamento.

Gilbson foi condenado a 13 anos, um mês e 15 dias de prisão pelo assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, ocorrido em agosto de 2022, no edifício Tech Office, em São Luís. O caso voltou a ganhar repercussão após o condenado apresentar uma nova versão sobre as circunstâncias e os possíveis interesses relacionados ao homicídio.

Entre as alegações contestadas está a de que Danilo de Castro teria telefonado ou exercido algum tipo de pressão sobre Gilbson. O MPMA declarou que o procurador-geral jamais manteve contato direto ou indireto com o condenado.

A instituição também classificou como falsa a afirmação de que Danilo de Castro moraria no mesmo condomínio do conselheiro Daniel Brandão, presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Na nota, o Ministério Público atribuiu as declarações a uma possível retaliação. O órgão lembrou que Gilbson foi condenado pelo Tribunal do Júri em processo no qual a acusação foi sustentada por um promotor de Justiça.

“A circunstância, por si só, evidencia a fragilidade e o caráter retaliatório das afirmações agora veiculadas”, declarou o MPMA.

O Ministério Público acrescentou que ataques direcionados ao procurador-geral também atingem a própria instituição. Por fim, afirmou que continuará atuando com independência e que não se deixará intimidar por acusações consideradas infundadas.

Origem das acusações

As acusações contra o procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, constam de uma representação apresentada pela defesa de Gilbson Cutrim ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em março de 2026. O documento cita um depoimento prestado à Polícia Federal no qual Gilbson teria relatado que foi orientado por Daniel Brandão a procurar o chefe do MPMA.

Segundo a representação, Danilo teria proposto a substituição do promotor responsável pelo Tribunal do Júri em troca do silêncio de Gilbson sobre outros possíveis envolvidos no caso Tech Office. O documento, entretanto, não apresenta registro de ligação telefônica nem comprovação pública do suposto encontro. Também há versões divergentes sobre se o contato teria envolvido Gilbson ou o pai dele.

O MPMA nega integralmente as acusações e afirma que Danilo de Castro jamais manteve contato direto ou indireto com o condenado, tampouco exerceu pressão sobre ele. As alegações integram procedimentos ainda sujeitos à apuração e não foram comprovadas judicialmente.

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