Delegado de Barra do Corda é afastado por 90 dias em investigação da SECCOR

Operação cumpriu buscas em delegacias, residência e sítio
Delegado de Barra do Corda é afastado por 90 dias em investigação da SECCOR
Delegado Brito Júnior foi afastado por 90 dias em investigação da SECCOR (Foto: Reprodução)

O delegado regional de Barra do Corda, Cleosnaldo Brito Sirqueira Júnior, conhecido como Brito Júnior, foi afastado das funções por 90 dias durante uma investigação da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (SECCOR). A medida foi confirmada na manhã desta quarta-feira (14).

Além do afastamento, o delegado teve a arma recolhida e está proibido de se aproximar da delegacia e dos policiais investigados. Um investigador, um guarda municipal que presta serviço na delegacia e um funcionário administrativo, todos vinculados à unidade de Grajaú, também foram afastados.

A apuração trata de possíveis irregularidades no exercício das funções na Delegacia de Grajaú. Suspeitas de peculato estão entre os fatos investigados, mas os detalhes não foram divulgados porque o procedimento tramita sob segredo de Justiça.

Buscas em Barra do Corda e Grajaú

Com apoio do Grupo de Resposta Tática (GRT) da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), a SECCOR cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos dois municípios.

Em Barra do Corda, as equipes estiveram na Delegacia Regional e na residência de Brito Júnior. Em Grajaú, foram realizadas buscas na delegacia e em um sítio pertencente ao pai do delegado.

Celulares e computadores foram apreendidos durante as diligências.

A operação teve como alvos Brito Júnior, Lucas Souza Silva, Siran Barros de Souza, o policial Mário Kempes de Sousa Felismino e Charles Aminde Silveira dos Santos.

Caseiro foi preso após localização de arma

No sítio, os agentes encontraram uma arma de fogo e munições. Charles Aminde Silveira dos Santos, que trabalha como caseiro no imóvel e também exerce atividades na delegacia, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, conforme as informações da operação.

Denúncia anônima motivou apuração

Segundo a superintendente da SECCOR, a investigação começou a partir de uma denúncia anônima encaminhada ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão. O órgão solicitou a abertura da apuração.

As medidas cumpridas nesta quarta-feira fazem parte da investigação e não representam uma conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos.

Outro lado

O delegado Brito Júnior se manifestou por meio de suas redes sociais após o afastamento das funções. A manifestação ocorre enquanto a investigação da SECCOR segue sob segredo de Justiça.

O Portal VB tenta contato com a defesa dos demais investigados. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.