A Polícia Civil do Maranhão prendeu preventivamente, neste sábado (31), um homem de 44 anos investigado por tentar extorquir um empresário de 75 anos e uma funcionária em São Luís. Segundo a investigação, as exigências financeiras chegaram a R$ 350 mil e eram acompanhadas de ameaças de morte contra as vítimas e seus familiares. Nenhum valor foi pago.
A prisão integra a Operação Rastro, conduzida pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, onde recolheram celulares e outros equipamentos eletrônicos.
Cobranças começaram com mensagens impressas
De acordo com a Polícia Civil, as primeiras ameaças surgiram em meados de outubro, por meio de mensagens impressas deixadas na sede da empresa. Posteriormente, as cobranças passaram a ser enviadas pelo WhatsApp.
O autor das mensagens ameaçava matar o empresário e familiares, incluindo filhos e netas. Para intimidar a vítima, afirmava conhecer endereços, veículos utilizados pela família e detalhes de sua rotina.
Uma funcionária também teria sido alvo de ameaças e exigências de dinheiro.
Linhas e contas de terceiros são investigadas
A apuração identificou indícios de que o suspeito recorria a dados de outras pessoas para dificultar o rastreamento. Entre as estratégias investigadas estão o cadastro de linhas telefônicas em nome de terceiros e a indicação de contas bancárias de outras pessoas para receber os valores cobrados.
A identificação do homem ocorreu após a análise de dados técnicos e a coleta de depoimentos de testemunhas.
Os dispositivos apreendidos serão examinados para esclarecer a atuação do investigado e verificar se houve participação de outras pessoas nas tentativas de extorsão.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil orienta que pessoas ameaçadas preservem mensagens, conversas e demais registros que possam ajudar na investigação e procurem uma delegacia para registrar a ocorrência.






