O bilionário chinês Will Wei Cheng, fundador e presidente da Didi, controladora da 99, anunciou nesta segunda-feira (15) que a empresa vai dobrar o investimento previsto para o Brasil, chegando a R$ 2 bilhões. O foco principal será a expansão do 99 Food, serviço de delivery de comida que completou um ano de operação no país.
Em abril, a companhia havia divulgado um aporte de R$ 1 bilhão, mas decidiu ampliar o valor diante do desempenho positivo em cidades como Goiânia e região metropolitana de São Paulo. O mercado de delivery, dominado pelo iFood, vive um momento de intensa concorrência, com a presença do Rappi e a chegada de novos players, como o chinês Keeta.
Estrutura de apoio e parceria com o SUS
Segundo o diretor-geral da 99 no Brasil, Simeng Wang, cerca de R$ 50 milhões serão aplicados na construção de pontos físicos de apoio a entregadores nas capitais brasileiras, oferecendo infraestrutura básica, como água e banheiros.
Além disso, a 99 firmou parceria com o Ministério da Saúde para um projeto-piloto do programa Mais Especialistas, que levará pacientes do SUS a hospitais públicos para consultas e cirurgias. O investimento inicial é de R$ 1 milhão, com a distribuição de 43 mil vouchers de corridas em 32 cidades de 23 estados.
Mobilidade elétrica para entregadores
A empresa também aposta na mobilidade sustentável. Em parceria com a fabricante chinesa Yadea, que inaugurou fábrica em Manaus este ano, a 99 vai lançar no Brasil uma moto elétrica, o modelo Keeness, com preço estimado em R$ 29 mil.
Para ampliar o acesso dos entregadores a veículos elétricos, a companhia firmou acordos com as plataformas Galgo, Riba e Vammo, disponibilizando linhas de crédito que somam R$ 6 bilhões para financiamento e aluguel de motos e bicicletas. A meta é beneficiar até 600 mil entregadores até 2030.
Ainda neste mês, serão oferecidos descontos no aluguel de 500 bicicletas elétricas para entregadores em São Paulo.
Impacto no setor
Com o novo pacote, a 99 busca acelerar sua presença no competitivo mercado de delivery e, ao mesmo tempo, criar condições mais sustentáveis para os trabalhadores da plataforma.
“Estamos dobrando o investimento porque nossos pilotos iniciais foram muito bem-sucedidos. Queremos oferecer melhores condições aos entregadores e contribuir para a mobilidade limpa no Brasil”, afirmou Simeng Wang.






