Colisões contra postes deixam mais de 100 mil imóveis sem energia em São Luís

Maranhão registrou 432 interrupções provocadas por acidentes no primeiro semestre de 2026.
Colisões contra postes deixam mais de 100 mil imóveis sem energia em São Luís
Colisões contra postes causaram 432 interrupções de energia no Maranhão em 2026 (Foto: Divulgação)

Acidentes de trânsito envolvendo postes provocaram 432 interrupções no fornecimento de energia elétrica no Maranhão entre janeiro e junho de 2026. Embora o número represente uma redução de aproximadamente 33% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 645 ocorrências, os casos continuam mobilizando equipes técnicas e afetando milhares de consumidores.

São Luís lidera o levantamento estadual, com 109 registros durante o primeiro semestre. Somente na capital maranhense, as ocorrências atingiram 101.838 unidades consumidoras, entre residências, estabelecimentos comerciais, escolas, unidades de saúde e outros imóveis atendidos pela rede de distribuição.

Os dados foram divulgados pela Equatorial Maranhão, que mantém equipes de plantão para recuperar estruturas danificadas e restabelecer o serviço. Em todo o ano de 2025, a concessionária registrou 1.548 acidentes envolvendo postes no estado.

São Luís concentra uma em cada quatro ocorrências

As 109 colisões registradas em São Luís correspondem a pouco mais de 25% dos casos contabilizados no Maranhão durante os seis primeiros meses de 2026. A quantidade é quase oito vezes superior à verificada em São Domingos do Maranhão, segundo município com mais registros no período.

Depois da capital, aparecem:

  • São Domingos do Maranhão, com 14 ocorrências;
  • São José de Ribamar, com 13;
  • Balsas, com 12;
  • Humberto de Campos, com 10;
  • Grajaú, com nove;
  • Imperatriz, com nove;
  • Santa Quitéria do Maranhão, com nove;
  • Caxias, com oito.

Uma única colisão pode interromper o fornecimento para milhares de consumidores, especialmente quando o veículo atinge estruturas que sustentam circuitos responsáveis por atender áreas densamente povoadas ou serviços essenciais.

O alcance do problema depende da localização do poste, da configuração da rede e dos equipamentos danificados. Em algumas situações, o impacto permanece restrito a uma rua. Em outras, pode atingir bairros inteiros.

Acidente pode comprometer cabos e transformadores

Os prejuízos causados por uma colisão não se limitam à quebra do poste. Dependendo da força do impacto, também podem ser atingidos cabos, transformadores, isoladores e outros componentes responsáveis pela distribuição de energia.

Quando os danos são mais extensos, o trabalho exige a reconstrução de trechos da rede. Antes do início do reparo, as equipes precisam avaliar os riscos, isolar a área e adotar medidas para evitar choques elétricos e novos acidentes.

A concessionária mantém profissionais especializados, veículos equipados e sistemas de monitoramento para identificar os locais afetados e direcionar as equipes. A complexidade da ocorrência, as condições de acesso e a quantidade de componentes danificados interferem no tempo necessário para a recomposição.

“As colisões com postes exigem uma atuação rápida e altamente coordenada. Nossas equipes são acionadas imediatamente e seguem protocolos rigorosos para preservar a segurança da operação e da recomposição da rede”, explica o gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Maranhão, Ivan Nachtigall.

Segundo ele, o atendimento envolve planejamento técnico e suporte operacional para reduzir os impactos e recuperar o fornecimento no menor prazo possível.

Troca de poste pode custar até R$ 44 mil

A substituição de um poste danificado pode custar entre R$ 3 mil e R$ 44 mil. A variação está relacionada ao modelo da estrutura, aos equipamentos instalados, à extensão dos danos e à carga de energia atendida naquele ponto da rede.

Nos casos em que o motorista ou o proprietário do veículo é identificado, a concessionária pode cobrar o ressarcimento das despesas provocadas pelo acidente. O valor não corresponde apenas ao poste, mas pode incluir materiais, equipamentos, mão de obra e recursos utilizados na recuperação da rede.

Além dos danos materiais, colisões desse tipo oferecem risco aos ocupantes do veículo, pedestres e pessoas que se aproximam do local. Cabos rompidos podem permanecer energizados mesmo quando estão caídos no chão ou sobre o automóvel.

Desatenção e velocidade estão entre os fatores de risco

Conforme a distribuidora, desatenção, excesso de velocidade, desrespeito à sinalização, utilização do celular e embriaguez ao volante estão entre os principais fatores associados às colisões contra postes.

Para reduzir os riscos, a orientação é configurar o GPS antes de iniciar o deslocamento e manter o telefone no modo “não perturbe”. Caso seja necessário consultar ou manusear o aparelho, o motorista deve parar em um local seguro.

O respeito aos limites de velocidade e à sinalização também diminui o risco de perda de controle do veículo, especialmente durante a noite, em períodos de chuva ou em vias com tráfego intenso.

O que fazer depois de uma colisão

Em um acidente com poste, a área deve ser tratada como potencialmente energizada. Motoristas, passageiros e testemunhas não devem tocar em cabos caídos nem tentar retirar fios, galhos ou equipamentos da pista.

Também é necessário impedir que outras pessoas se aproximem até a chegada das equipes responsáveis. A recomendação é comunicar imediatamente a ocorrência aos serviços de emergência e à concessionária.

Os chamados podem ser realizados pelos seguintes números:

  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu): 192;
  • Corpo de Bombeiros: 193;
  • Central de atendimento da Equatorial Maranhão: 116.

A concessionária reforça que a prevenção desses acidentes protege vidas e evita interrupções que podem afetar simultaneamente residências, empresas e serviços essenciais.