Desembargador nega recurso de grupo que tentou assumir o Sampaio Corrêa

Decisão mantém Sérgio Frota no comando do clube e barra retorno de suposta junta governativa.
Desembargador nega recurso de grupo que tentou assumir o Sampaio com assembleia irregular
Justiça negou recuso de Assembleia irregular que formou suposta junta governativa (Foto: Divulgação)

A tentativa de recolocar a junta governativa no comando do Sampaio Corrêa foi barrada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Em decisão proferida nesta quarta-feira (19), o desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim negou o pedido de urgência apresentado por Klaus Lopes da Silva.

Na prática, nada muda na administração do clube. A diretoria eleita para o mandato de 2026 a 2029, presidida por Sérgio Frota, continua responsável pela gestão e pela representação legal do Sampaio.

O recurso também passou a contar formalmente com Josué de Sousa Barreto Neto e Vitor Melo Silva Santos, integrantes da suposta junta governativa formada após a assembleia considerada irregular, realizada em 28 de junho.

Leia a decisão abaixo

Recurso tentava devolver poderes à junta

O grupo recorreu da decisão da 6ª Vara Cível de São Luís que suspendeu todos os efeitos da assembleia. A reunião irregular havia afastado a diretoria, anulado a eleição do clube e entregue a administração a uma junta provisória.

No recurso, os integrantes pediram a reativação da assembleia e dos registros feitos em cartório, além da retirada das multas e das proibições impostas pela primeira instância.

O desembargador, entretanto, entendeu que ainda existem dúvidas relevantes sobre a regularidade da reunião. Entre os problemas citados estão a possível participação de associados inadimplentes e sem recadastramento, questionamentos sobre procurações e assinaturas e a falta de protocolo prévio do pedido de convocação na secretaria do clube.

A decisão também destaca que o registro da ata em cartório não corrige possíveis irregularidades na convocação ou na realização da suposta assembleia.

Justiça vê risco de confusão no clube

Outro ponto considerado foi o risco de dois grupos tentarem administrar o Sampaio ao mesmo tempo. Para o relator, devolver o comando à suposta junta neste momento poderia provocar problemas com bancos, atrasar pagamentos de funcionários e atletas e gerar dificuldades perante a CBF e a Federação Maranhense de Futebol.

O magistrado também rejeitou o argumento de que a mudança seria necessária para proteger o patrimônio relacionado ao Centro de Treinamento José Carlos Macieira. Segundo a decisão, essa disputa já possui um processo próprio.

Com isso, continuam valendo as ordens que impedem Klaus Lopes, Josué Barreto e Vitor Melo de praticar atos administrativos ou representar o clube perante bancos, entidades esportivas e outras instituições.

A suposta assembleia também havia anulado atos praticados contra o advogado e ex-vice-presidente Perez Silva da Paz, expulso do quadro social. Por esse motivo, ele não participou da votação considerada irregular pela Justiça.

Como a decisão do juiz Paulo Roberto Brasil Teles de Menezes suspendeu todos os efeitos da reunião de 28 de junho, também ficaram sem validade as deliberações tomadas naquele encontro, incluindo a que teria restabelecido os direitos associativos de Perez Paz.